Aos olhos de Teresa
Meus olhos se enchem de lágrimas
Tudo se turva em recusas escuras
Mário de Andrade
Em verdade
Tu nada disseste. Apenas
Adeus, numa atonia sem Deus. Em silêncio
Saías, depois de beijos de lua cheia. Quando
Era dia e quase tudo precipitava-se pela monotonia
Do adeus, tão desprovido de paisagem
Ele tende a ser ardente, mas está fadado a ser breve
E logo eu, que jamais concebera uma alegoria
Assim, já numa urgência de mim
Por três vezes, adeus respondi
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