Poema fáustico
Era sexta-feira, quando o vi. Chovia
As águas borrifavam
Toda e qualquer expressividade
Nos atalhos, árvores turvas
Atiravam seus galhos intrínsecos
E inextricavelmente tesos. Não havia
Pássaros desajeitados, nem tampouco
Rastros de matilhas. Lancei-me flor
Mas era apenas o esquecimento
De que "no Brasil não há outono
Mas as folhas caem"
Enquanto as larvas regurgitavam as palavras
O casulo transformara-se em borboleta azul
Que bebendo do meu nectar
Bateu asas e voou
Ou porque era sábado
Ou porque era preciso ir passear
E ver os quadros renascentistas
As águas borrifavam
Toda e qualquer expressividade
Nos atalhos, árvores turvas
Atiravam seus galhos intrínsecos
E inextricavelmente tesos. Não havia
Pássaros desajeitados, nem tampouco
Rastros de matilhas. Lancei-me flor
Mas era apenas o esquecimento
De que "no Brasil não há outono
Mas as folhas caem"
Enquanto as larvas regurgitavam as palavras
O casulo transformara-se em borboleta azul
Que bebendo do meu nectar
Bateu asas e voou
Ou porque era sábado
Ou porque era preciso ir passear
E ver os quadros renascentistas
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