O DURO MANTO DA MORTE
... o que antes queria,
a tua quente matéria em carne,
a tua alva coragem em se colocar pura
acima do sapiens,
a tua dança
parecida com a das mais graciosas aves,
os teus desejos mais secretos
e excitantes,
o teu amor
por mim como se eu fosse a tua
última artéria, as suas asas e as eruas pernas
aberas a me convidarem para entrar;
e tudo mais que no infinito
das horas mortas construímos, não me cabem
mais, devido a este duro e frio
manto da morte,
que te cobre
de tal modo que nem mais
posso chamar-te, amar-te ou sequer
contemplar-te!
a tua quente matéria em carne,
a tua alva coragem em se colocar pura
acima do sapiens,
a tua dança
parecida com a das mais graciosas aves,
os teus desejos mais secretos
e excitantes,
o teu amor
por mim como se eu fosse a tua
última artéria, as suas asas e as eruas pernas
aberas a me convidarem para entrar;
e tudo mais que no infinito
das horas mortas construímos, não me cabem
mais, devido a este duro e frio
manto da morte,
que te cobre
de tal modo que nem mais
posso chamar-te, amar-te ou sequer
contemplar-te!
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