piaya cayana
de quando em vez aqui em casa
surge a alma-de-gato
com sua longa cauda
penas de terra
olhos de guerra
logo a aquarela se pinta
em minha fluida imaginação
quem desconfia
tamanha a discrição
alma-de-gato vem
só não leve meu gato
que seja a minha liberdade
e prioridade
pois que neste lógica covarde
a fauna e a flora a cada dia se findam
temem a humana presença
piaya cayana ser lindo magnífico
é minha sorte e modo de refúgio
diz-me coisas e confortos sem palavras
retorno consentido à infância em espírito.
(kátia surreal: 12/9/2026)
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