A CIDADE DO SER
A mesma cidade
em duas divididas,
sem que lhes houvessem
barreiras ou divisas;
ambas as partes
com avidez pela vida,
ambas as partes a se digladiarem
em sismas.
Quando chegou
a fatídica hora do cataclisma,
rugiram, das portas trancadas,
as dobradiças;
evidenciaram-se,
das entranhas sencientes,
as sombras abissas;
e ressoaram,
em palavras afiadas,
as mortiças.
Ao leito frio,
de sobressalto,
acordava um homem
velho e confuso,
a olhar pela janela,
no silêncio soturno da noite,
a cidade que ainda
adormecia.
em duas divididas,
sem que lhes houvessem
barreiras ou divisas;
ambas as partes
com avidez pela vida,
ambas as partes a se digladiarem
em sismas.
Quando chegou
a fatídica hora do cataclisma,
rugiram, das portas trancadas,
as dobradiças;
evidenciaram-se,
das entranhas sencientes,
as sombras abissas;
e ressoaram,
em palavras afiadas,
as mortiças.
Ao leito frio,
de sobressalto,
acordava um homem
velho e confuso,
a olhar pela janela,
no silêncio soturno da noite,
a cidade que ainda
adormecia.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Argumentando ! – 01-02-2015
Ao deus-dará, eu andei
Neste mundo de aventura,
Nunca, nunca encontrei
A felicidade e ventura.
…
Armando A. C. Garcia
Àquele que na vida venceu a morte – (soneto) 28/04/ 2022
Àquele que na vida venceu a morte
E na sombra dela encontrou a vida,
Assim um dia, foi renascer tão forte
…
Armando A. C. Garcia
Aquarelas destoadas - (soneto) - 18/04/2016
Nas memórias da distância em que vivi Guardei alimentadas as esperanças, Mesmo rasgados os destroços que senti, Encontro neles, ainda, va…
Armando A. C. Garcia
Aponta o poente. - 04/07/2026
O tempo passa
A vida encurta,
A dor que grassa
A perna encurta.
Ingrato destino
…
Armando A. C. Garcia