FORA DO NINHO
Estava mais uma vez fora do ninho. E eu tinha uma péssima mania de deixar a porra do seguro ninho.
De repente, ouvi um barulho naquela trilha entre a mata. Já havia começado a escurecer e a noite se antecipava. Nem sei como eu, esperto, não reparara. Ali estava eu, só eu, Deus e o diabo.
E a desgraça do barulho em minha mente fez um estrago tal que saí em disparada, com meu bodoque na mão.
À mente, viria o castigo pela matança de pássaros. E o monstro que nela se criou, quanto mais eu corria mais se aproximava.
À mente, viria o castigo pela matança de pássaros. E o monstro que nela se criou, quanto mais eu corria mais se aproximava.
Cheguei, em um momento, a sentir o roçar de suas garras às costas, mas eu já era meio cãozinho e estiquei-me para frente para escapar de sua pegada.
E corri mais, e mais, e mais, até chegar a uma porteira, de frente para um bar onde homens tomavam cachaça.
Foi a única vez na vida que agradeci a Deus por ver um sapiens na minha frente.
O monstro ainda rosnava na mente mente quando cheguei em casa. O monstro morou comigo, andou comigo e cresceu comigo.
O monstro era o próprio cão niilista que ali se formava!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Ao clarão da madrugada (soneto) - 31/08/2010
Logo resplende o clarão da madrugada E num alado beijo a vibrar de amor Nesse mágico harpejo inato da balada Nas áureas culminâncias do s…
Armando A. C. Garcia
Aᴏ ᴄʜᴀʀᴄᴏ, ɴãᴏ ᴠᴏʟᴛᴀʀáꜱ, - 20-11-2025
Nᴜᴍ ʟᴀɢᴏ ᴅᴇ ᴛᴏʀᴍᴇɴᴛᴀ ꜱ
Qᴜᴇ ᴘᴀʀᴇᴄɪᴀ ꜱ ᴇᴍ ꜰ ɪᴍ ,
Tɪɴʜᴀ áɢᴜᴀ ꜱ ᴠɪᴏʟ…
Armando A. C. Garcia
Ao cair da tarde - 15-05-2021
Ao cair da tarde
As sombras se projetam
Nas trevas do noite,
O silêncio é o sinal
Na alma a sombra da…
Armando A. C. Garcia
Ao Anjo da Guarda – (soneto) - 21/09/2021
Vida é luz que só a morte apaga
Procura a paz, na razão Divina,
O amor de Deus, sem veres te afaga
Nos traços …
Armando A. C. Garcia