TÃO ESPLENDOROSA QUE SEDUZIU ATÉ A MORTE!
... ela realmente
era pura, sim, mas tinha uma queda
por anjos, por menestréis
com suas orgias,
saía de tarde,
passava as noites fora
e só regressava no outro
dia;
ela era pura,
sim, apesar de, longinquamente,
eu ouvir os gemidos que
ela dava,
com seu manto branco,
nos volúveis leitos e sobre os excitados
paus; e ela chega dizendo: "Eu sou pura,
pura, puríssima",
sem nunca aprender
que, quando eu estourava,
sempre metaforicamente morríamos,
tendo, depois,
que lutarmos muito
para alguma possível e ilusória
ressurreição, até que,
de tão bela,
a morte concreta,
a morte fria, por ela também
se apaixonou
e, depois
que se encontraram nunca mais
a vi desde então!
era pura, sim, mas tinha uma queda
por anjos, por menestréis
com suas orgias,
saía de tarde,
passava as noites fora
e só regressava no outro
dia;
ela era pura,
sim, apesar de, longinquamente,
eu ouvir os gemidos que
ela dava,
com seu manto branco,
nos volúveis leitos e sobre os excitados
paus; e ela chega dizendo: "Eu sou pura,
pura, puríssima",
sem nunca aprender
que, quando eu estourava,
sempre metaforicamente morríamos,
tendo, depois,
que lutarmos muito
para alguma possível e ilusória
ressurreição, até que,
de tão bela,
a morte concreta,
a morte fria, por ela também
se apaixonou
e, depois
que se encontraram nunca mais
a vi desde então!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Afazeres
contemporâneo de si dê-se ao exercício de gastar como tanto seus pedaços do infinito cumprir-se outro quando em luta deixar-se recorrente…
AurelioAquino
Fine very fine worm cotton shirt
Fine Very fine Like a worm Shirt cotton threads pull And fray Bare skin Pale skin finally Appears through the gasps Through the holes
Aldo gabbay kraas
"Eu sem ti"
Sem ti sou um barco á deriva em alto mar,
sou um campo árido, dificil de cultivar
onde não existe uma só flor.
Sou a onda que va…
Tsunamidesaudade63
O Silencio de Jacob.
Bendito és tu no silêncio de uma noite ... em que teu beijo tem o sabor amargo de abandono. Teus abraços são como cordas de amarras >…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*