UM POEMA ANTIGO
... e, um dia,
quando teus olhos-guia não virem
mais que névoa espessa e fria
à tua frente,
não é dos homens
que te beijaram, que diziam te amar
e que te davam presentes verbais
e sexuais.
Neste dia,
em meio a esta névoa que te conduzirá
à eterna noite sombria,
tu deixarás
todas as lembranças, todos os rumores
e todos os fantasmas de tua
passada vida
e, para partires em paz,
irás imaginar minhas chuvas e meus
tímidos sorrisos distantes: será a última
vez que pousarás neste cais!
quando teus olhos-guia não virem
mais que névoa espessa e fria
à tua frente,
não é dos homens
que te beijaram, que diziam te amar
e que te davam presentes verbais
e sexuais.
Neste dia,
em meio a esta névoa que te conduzirá
à eterna noite sombria,
tu deixarás
todas as lembranças, todos os rumores
e todos os fantasmas de tua
passada vida
e, para partires em paz,
irás imaginar minhas chuvas e meus
tímidos sorrisos distantes: será a última
vez que pousarás neste cais!
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