O pescador remenda a rede com a qual cerca o mar.
Sal e algas em seus cabelos o denunciam artesão
da água; ao largo, alguém faz um cinto, odor de boi
no ambiente, por osmose
e por intuição se faz o que deve ser feito, eleição instintiva.
Entre o bar e a igreja, as vacas; no adro, as velhas
tomam a si as cores do mundo, rezando, sutis, quase levitam.
Mundo, vasto mundo
gasto mundo do qual, por osmose, sei algo.
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