Labirinto da filosofia
Entre a vida (rasa pólvora)
e a inenarrável algazarra da morte
é preciso estar atento
ao que há e ao que não há
para se viver e, quiçá, entender
o próprio entorno
assim como a criança entende
que está chovendo, que a mãe
também se reduz a ser chuva
e que suas lágrimas são cinzas
(breve arquitetura do choro).*
Entre a vida (rasa pólvora)
e o selo final (muda glote)
o que há de fato, e o que não há,
o que pode deixar de se cumprir ?
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