SOZINHA
Quando sentamos desconfiados os olhares na sombra dos edifícios
A cidadela parece esconder secreta dentro das suas prosaicas paredes
As sensações e certezas de que tudo se contrai, arquiteta e aquieta
Conseguimos medir no espaço entre o polegar e outro dedo
O tamanho do medo que sentimos
Ao revelarmo-nos desprotegidos
Por certo nos quartos e salas debaixo dos andares e lajes
Há mulheres contidas aquecendo comida
Meninas descalças contando dinheiro
Crianças colando os verbetes das aulas
Enfermos, cômicos, TVs ligadas, computadores acesos, celulares on
Camas desfeitas, janelas com cortinas cansadas, obliquas
Vasos que a descarga não conseguira esvaziar
Marmanjos abnegados bebendo água levemente gelada
Musica tocando entremeada a noticias de que o mundo acabara
E o que sobrara são gestos da sociedade em catarse
Luzes se fazem acesas pelo fim da hora que retarda
Pais retornam de outros países, de novos e velhos mundos
Em estado e maneiras líquidas desarmando-se dos costumes do dia
Carros sepultos no subsolo quietos hibernam
Enquanto despojados os calçados descansam nas soleiras ou cantos
À espera dos donos esquecidos dos passos por onde passaram
Alguém reza , outro esconjura, um trai, tantos sorriem, dormem ou choram
E na varanda, Sozinha delira e se degusta absorta deitada
Enquanto roça os dedos de leve nas pétalas das meias coladas às pernas
Aguardando a calma emergir úmida, sincera, serena, branda, branda, branda
A cidadela parece esconder secreta dentro das suas prosaicas paredes
As sensações e certezas de que tudo se contrai, arquiteta e aquieta
Conseguimos medir no espaço entre o polegar e outro dedo
O tamanho do medo que sentimos
Ao revelarmo-nos desprotegidos
Por certo nos quartos e salas debaixo dos andares e lajes
Há mulheres contidas aquecendo comida
Meninas descalças contando dinheiro
Crianças colando os verbetes das aulas
Enfermos, cômicos, TVs ligadas, computadores acesos, celulares on
Camas desfeitas, janelas com cortinas cansadas, obliquas
Vasos que a descarga não conseguira esvaziar
Marmanjos abnegados bebendo água levemente gelada
Musica tocando entremeada a noticias de que o mundo acabara
E o que sobrara são gestos da sociedade em catarse
Luzes se fazem acesas pelo fim da hora que retarda
Pais retornam de outros países, de novos e velhos mundos
Em estado e maneiras líquidas desarmando-se dos costumes do dia
Carros sepultos no subsolo quietos hibernam
Enquanto despojados os calçados descansam nas soleiras ou cantos
À espera dos donos esquecidos dos passos por onde passaram
Alguém reza , outro esconjura, um trai, tantos sorriem, dormem ou choram
E na varanda, Sozinha delira e se degusta absorta deitada
Enquanto roça os dedos de leve nas pétalas das meias coladas às pernas
Aguardando a calma emergir úmida, sincera, serena, branda, branda, branda
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