Decúbito
O morto me olha com um misto de pena
e desdém, olha-me no fundo da lama
dos meus gostos intransferíveis, minhas aulas
de dicção libidinosa, ele parece saber
de coisas que o próprio diabo desconhece;
mas que defunto é este, com tal ousadia
sobre a minha noite e o meu dia, que mal consigo
estar de pé diante de tal evidência, vidro e corte
querendo rasgar o morto e reabrir caminhos
rumo a mim, ao que sobrar de tal encontro
e tal despedida.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski