PALAVRAS EM MOVIMENTO
Há palavras que fecundam e rolam como rios
num culminar de emoções intensas!
Há palavras que nos cantam ao ouvido,
como mel derretido!
Há aquelas que rodopiam e choram por dentro,
moendo os sentidos,
Outras que iluminam o escuro, numa chama de fogo,
Que explodem ensinando cada mundo novo!
Há palavras que se fecham em sombras e degredos,
Que temem soltar-se num mundo de medos!
Há palavras que em surdina sofrem e atrasam a hora para serem ditas,
Palavras incisivas que matam e esfolam com tanto dissabor,
Num peito tão ferido sem nenhum amor!
Há palavras que formigam nos dedos em volúpias escritas,
Como cordas roçando os acordes pela primeira vez,
Que ecoam altivas... e alguém nunca fez!
Há palavras gritantes... birrentas... grosseiras, malditas,
Que consomem o siso de tão insensíveis!
Há palavras livres que sonham correr,
que libertam a gente proibida de ver!
Há palavras ambíguas com injustos fins,
Para enredar as palavras dizendo Não ao Sim!
Há palavras excitantes que abrilhantam o ego,
Que nos deixam sonhar num mirar cego!
Também se fica sem palavras e há palavras sem nexo,
Na mudez de um assombro ou na nudez de reflexo!
Maria Antonieta Matos 26-11-2017
num culminar de emoções intensas!
Há palavras que nos cantam ao ouvido,
como mel derretido!
Há aquelas que rodopiam e choram por dentro,
moendo os sentidos,
Outras que iluminam o escuro, numa chama de fogo,
Que explodem ensinando cada mundo novo!
Há palavras que se fecham em sombras e degredos,
Que temem soltar-se num mundo de medos!
Há palavras que em surdina sofrem e atrasam a hora para serem ditas,
Palavras incisivas que matam e esfolam com tanto dissabor,
Num peito tão ferido sem nenhum amor!
Há palavras que formigam nos dedos em volúpias escritas,
Como cordas roçando os acordes pela primeira vez,
Que ecoam altivas... e alguém nunca fez!
Há palavras gritantes... birrentas... grosseiras, malditas,
Que consomem o siso de tão insensíveis!
Há palavras livres que sonham correr,
que libertam a gente proibida de ver!
Há palavras ambíguas com injustos fins,
Para enredar as palavras dizendo Não ao Sim!
Há palavras excitantes que abrilhantam o ego,
Que nos deixam sonhar num mirar cego!
Também se fica sem palavras e há palavras sem nexo,
Na mudez de um assombro ou na nudez de reflexo!
Maria Antonieta Matos 26-11-2017
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