Sim, já não aguento mais,
quero fugir disso que se chamam mundo,
disso que se chamam luzes,

disso que se chamam pazes,
disso que se chamam justiças,
disso que se chamam amores e sublimidades;

quero e consigo fugir
de todas essas farsas sapiens, sempre
defendidas em discursos ensolarados, mas
nunca cumpridas na observada
prática;

sim eu quero fugir,
trancar-me ei em meu quarto, solitariamente,
e dissecarei o ser e tudo que dele
seja em francas folhas;

mas meu Deus,
Deus meu, como é que eu vou conseguir
fugir de mim mesmo!
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