QUERO FUGIR
Sim, já não aguento mais,
quero fugir disso que se chamam mundo,
disso que se chamam luzes,
disso que se chamam pazes,
disso que se chamam justiças,
disso que se chamam amores e sublimidades;
quero e consigo fugir
de todas essas farsas sapiens, sempre
defendidas em discursos ensolarados, mas
nunca cumpridas na observada
prática;
sim eu quero fugir,
trancar-me ei em meu quarto, solitariamente,
e dissecarei o ser e tudo que dele
seja em francas folhas;
mas meu Deus,
Deus meu, como é que eu vou conseguir
fugir de mim mesmo!
quero fugir disso que se chamam mundo,
disso que se chamam luzes,
disso que se chamam pazes,
disso que se chamam justiças,
disso que se chamam amores e sublimidades;
quero e consigo fugir
de todas essas farsas sapiens, sempre
defendidas em discursos ensolarados, mas
nunca cumpridas na observada
prática;
sim eu quero fugir,
trancar-me ei em meu quarto, solitariamente,
e dissecarei o ser e tudo que dele
seja em francas folhas;
mas meu Deus,
Deus meu, como é que eu vou conseguir
fugir de mim mesmo!
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