Sereno cais de abrigo

- para os meus filhos Lucas, Ciro e Noemi
Engravidei as memórias com palavras
Prenhes de desejos namorando a lauta
E melodiosa manhã que enxuta, afaga
Esta esplendorosa luminosidade tão arguta
Ah...sim quantas saudades tenho dos teus
Murmúrios que em mim se engalfinhavam à bolina dos
Ventos mais astutos e quantas madrugas penaram nesta
Solidão ciscando o breu na noite que cai tão abrupta
Carcareja a manhã flamejando ao ritmo da solidão
Súbtil e intacta...ordenha dos meus lamentos inquietos
Pousando na vitrine das ilusões mais irrequietas
Deixo agora o olhar traquina do silêncio amarar entre
As lúdicas margens do teu leito selecto...sereno cais
Onde aporto o barquinho de todas as solidões tão diletas
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia
A força inexplicável ! - (soneto) - 25/07/2026
A força inexplicável, chamada sorte,
Como não é constante no indivíduo,
Por não ser ela um predicado assíduo
N…
Armando A. C. Garcia