LIVRE DE QUÊ? COMO?
Disseste
uma vez estares livre
de mim;
e eu que sou
de pouco riso, comecei delirantemente
a sorrir,
gargalhei,
mais exatamente.
E, tu já
chateada com alguma coisa
que eu supunha, convenientemente,
não saber,
quis saber
porque eu tanto sorria, o que
à época lhe respondera que era
segredo,
e hoje,
já em outro plano como que a voares
sobres céus, terras e mares, sem a senciente
e humana condição,
revelo-te
aos átomos modificados: é porque
quando dissestes estar livre
de mim,
não percebeste que,
tragicamente, como éramos espelho
e reflexo, estavas afirmando no contrapondo
de teu dito, que não conseguias
ficar sem ti!
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