Ó libertária das sombras,
ó florista do meu averno,
ó sinfonista das cordas do Universo,

eu sabia
e eu o disse a ti
que, de tudo que havia de mais
amorfo em tudo que há
e sempre houvera,
era o ser,

eu sabia
e eu disse a ti
que, em algum momento,
eu teria de passar mais alguns dias
ou algum tempo ao árido
deserto

a fim de aguentar
um pouco mais só, antes que tudo
se acabe, em silentes angústias
e lágrimas,

o pouco
que me resta desse salgado reflexo
dos céus escuros e dos duros
chãos meus!
155 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.