a cor do outono...
hoje não ouvi o pintassilgo, talvez porque o ramo verde onde costuma pousar se encontra nu, não houve acordes de violino, e nem a minha mão indigente e cansada quis escrever palavras macias no poema onde eu pudesse o sol emoldurar... mesmo com a coragem a desabar... retrai a mim o silêncio e o coração descompassou, minha voz voltou à mudez, também eu perdi o ramo, irreparável descuido de meus olhos sombrios, entre a folha de papel e eu... poema feito ao acaso, muito breve e muito raso, com memórias cheirando a alecrim, pedindo que não esqueças de mim...quase... o tempo outra vez de ternura, fecho os olhos e logo a nostalgia a fazer doer! - - com a cor do outono e a maldição do tempo a passar, como eu precisava ouvir agora o pintassilgo tocando os acordes de violino para o coração ressuscitar... e tu, ousasses vir de novo me abraçar... enquanto meu olhar se perde no ramo que era verde...
natalia nuno
rosafogo
natalia nuno
rosafogo
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Os sinais sempre estiveram ali
Depois que o namoro acabou, eu me fazia a mesma pergunta, repetidas vezes:
Será que eu não demonstrei que estava cansada? Será que …
jhenyp
EU TENHO AMIGOS
Paulo Sérgio Rosseto
Eu tenho amigos que não dormem Outros que me acordam tarde Quando o sol já arde
Tenho amigos que não vêm …
Paulo Sérgio Rosseto
Pétalas do Maquilishuat
Pétalas do Maquilishuat,
com magia e esplendor,
caindo sobre o amor.
Inevitável envolvimento
e doce encantamento,
inelutáv…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Tropeços .
Muitos caminhos minha alma e corpo tomam... o desejo de viver em paz - falar com novos amigos e de ser mais compreensivo com todos que…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*