Diamantina
Onde ouvires gemidos e súplicas sob tenazes em riste
não te vás de chofre: ouvir é preciso, navegar
é secundário, aqui onde os brilhos da terra - foscos
ou lascivos - atraíram venturas e desventuras amarelas
pedras verdes ou de um branco translúcido, amargo
pelas contas que só as carapinhas podiam contar
essa história eivada de sobe-e-desce.
Eis Diamantina, a dos garotos músicos, onde parei
nos acordes dissonantes de um mamute de nome História,
que assim é o que sob pedras se esconde: dura de muito durar.
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