VOLTA AO BERÇO
Ele navega com carinho o seu mar sagrado
Sua alma flutua na imensidão do tempo
Sua memória é a bússola e seu astrolábio
A lembrança é a vela e a saudade o vento
Sua voz tremula num suspirar profundo
Sua alma mergulha, vai fundo ao passado
Seu olhar procura sombras de outro mundo
Que em cavacos ou pedras esteja registrado
Já sem esperanças, seu olhar vagueia
Nada mais existe, tudo foi desmontado
Quando de repente em meio à capoeira
Vê-se ainda ereto um mourão queimado
Em um impulso forte, corre e abraça o tronco
Como a um ente querido, beija, afaga e cheira
Em soluços fala, já em meio ao pranto
Vejam aqui meninos: o mourão da porteira
Horas em silêncio, ao tronco abraçado
Sua alma chora, imersa em lembranças
Lágrimas escorrem de olhos contristados
Onde há 80 anos, brincava a criança
Todos nós criamos a falsa esperança
De encontrar de outrora, os sonhos desfeitos
Buscar na ternura de velhas lembranças
Afago pras mágoas que apertam o peito
Sua alma flutua na imensidão do tempo
Sua memória é a bússola e seu astrolábio
A lembrança é a vela e a saudade o vento
Sua voz tremula num suspirar profundo
Sua alma mergulha, vai fundo ao passado
Seu olhar procura sombras de outro mundo
Que em cavacos ou pedras esteja registrado
Já sem esperanças, seu olhar vagueia
Nada mais existe, tudo foi desmontado
Quando de repente em meio à capoeira
Vê-se ainda ereto um mourão queimado
Em um impulso forte, corre e abraça o tronco
Como a um ente querido, beija, afaga e cheira
Em soluços fala, já em meio ao pranto
Vejam aqui meninos: o mourão da porteira
Horas em silêncio, ao tronco abraçado
Sua alma chora, imersa em lembranças
Lágrimas escorrem de olhos contristados
Onde há 80 anos, brincava a criança
Todos nós criamos a falsa esperança
De encontrar de outrora, os sonhos desfeitos
Buscar na ternura de velhas lembranças
Afago pras mágoas que apertam o peito
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