Lista de Poemas

O NASCER DA POESIA

O NASCER DA POESIA
(Samuel da Mata)

A poesia nasce em mim nos dias tristes
Em que a névoa da ilusão se tinge em dor
E a minha alma faz florir em mil matizes
Buscar nos céus explicação pra o desamor

Nasce também na luz da cadente estrela
Que em novos olhos uma paixão faz florescer
E um céu de mágoas afugenta ao recebe-la
E dá à vida uma nova razão para se viver

Nasce a poesia no sorriso da criança
Que alheia às mazelas, apregoa amor
Ali renasce da humanidade a esperança
Que já há muito aos adultos abandonou


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NÃO, SE ÉS CONDA

Não mais se escondas na beleza do seu rosto

Nem

me seduzas com este seu sorriso vil

Não use a mim como placebo ao seu desgosto

Nem exalte em mim as virtudes que não viu


Maldita a hora que te aceitei por companhia

És Conda, revelada está tua artimanha

Rastejante e vil, há muito a presa espia

Sutil como serpente, voraz como piranha


O mal cresce e implode, não há como detê-lo

As folhas amarelam, o tempo faz a monda

Quebrando a utopia, estancando o pesadelo

Desfazendo fantasias e revelando a anaconda


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DOR DO OUTONO

O outono chega, vão-se as folhas, róseas ou amarelas

Uma melancolia profunda invade a alma da floresta

A luz entre troncos desnudos, expõe-lhe as mazelas

Glamour vazio, efêmeras folhas, nada mais lhe resta


Murcham, desapegam e caem, entregam-se ao vento

Pouco importa a sorte da árvore que lhes deu provento

Sucumbem só da expectativa de ter enfrentar o frio

Sugaram o que puderam, mas seu cerne inda é vazio


Prefira os galhos às folhas, oh árvores sofridas

Estes não te abandonam quando for dura a vida

No separar da foice, choram seivas de verdade

E no arder do fogo, gritos sinceros de saudade


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JOGOS DE ADIVINHAÇÃO - Parte do Livro EUREKA

JOGOS DE ADIVINHAÇÃO - Parte do Livro EUREKA


ENIGMA 44 – NÚMERO DE ZERO A NOVE

– Pense em um número natural de 0 a 9;

– Multiplique este número por 2;
– Some 3 ao resultado;
– Multiplique o resultado por 5;
– Diminua o valor 6;
– Diga quanto deu o resultado;
Conclusão: O número que você pensou foi _____.



ENIGMA 45 – O PRIMEIRO BEIJO

– Pense em um número de 1 a 10
– Multiplique por 9;
– Some os algarismos da resposta;
– Agora some ao resultado, a idade que tinha quando deu seu primeiro beijo;
– Diga quanto deu o resultado;
Conclusão: Seu primeiro beijo foi dados aos _____ anos.



ENIGMA 46 – A IDADE DA SOGRA

– Escreva a idade de sua sogra.
– Multiplique por 2;
– Some 4 ao valor obtido;
– Multiplique o resultado por 5;
– Acrescente 12 ao resultado.
– Multiplique o valor obtido por 10;
– Diga quanto deu o resultado;
Conclusão: Sua sogra tem _____ anos.



ENIGMA 47 – O NÚMERO DE DOIS DÍGITOS

– Pense em um número natural de dois dígitos;
– Multiplique este número por 5;
– Some 4 ao resultado;
– Multiplique o resultado por 6;
– Diga-me quanto deu o resultado.
Conclusão: O número que você pensou foi _____.



ENIGMA 48 – O PAÍS MISTERIOSO

– Pense em um número de dois algarismos;
– Subtraia dele a soma dos dois algarismos do número.
– Some os dígitos do resultado e subtraia o valor 1;
– Multiplique o resultado por 3;
– Selecione duas letras do alfabeto na ordem exata dos algarismos deste resultado; (1= a; 2 = b; 3 = c; .........;26 = z);
– Pense numa fruta cujo o nome comece com a primeira letra selecionada;
– Pense num país cujo nome comece com a segunda letra selecionada;
– Pense num animal deste país que goste muito da fruta que você escolheu.
Conclusão: Por acaso, na Dinamarca tem macaco?


ENIGMA 49 – NÚMERO COM DOIS ALGARISMOS REPETIDOS

– Pense em um número qualquer de dois algarismos repetidos;
– Deste número, subtraia o dobro da soma de seus dígitos;
– Multiplique o resultado por dez e some doze;
– Do resultado, subtraia o número que você pensou;
– Some os dígitos do resultado e diga-me quanto deu.
Conclusão: O número que você pensou foi _____.

ENIGMA 50 – DADOS BIOMÉTRICOS

– Escreva o número que você calça.
– Multiplique por cem.
– Subtraia do ano que você nasceu.
– Diga-me quanto deu o resultado?
Conclusão: O interrogado calça ___ e este ano está completando ___ anos de idade.



ENIGMA 51 – MÊS DE NASCIMENTO

– Escreva o número do mês que você nasceu;
– Multiplique por dois.
– Adicione o valor 5
– Multiplique o resultado por 50;
– Adicione a sua idade atual;
– Diga-me quanto deu o resultado?
Conclusão: O interrogado nasceu no mês ___ e tem ___ anos de idade.



ENIGMA 52 – O NÚMERO DE TRÊS DÍGITOS ASSIMÉTRICO DECRESCENTE

– Pense, secretamente, um número qualquer de três dígitos, assimétrico decrescente (xyz, onde x > z );
– Subtraia deste número, o seu inverso (zyx) ;
– Some ao resultado o próprio resultado invertido mais o número que você pensou;
– Diga-me, quanto deu o resultado;
Conclusão: O número que voçê pensou foi: ________



ENIGMA 53 – O DÍGITO EXCLUÍDO

– Pense um número qualquer de até cinco dígitos, sem repetição;
– Escreva o número pensado;
– Gere um segundo número; usando os mesmos dígitos em qualquer sequência;
– Diminua o maior do menor;
– Exclua do resultado, em segredo, um dígito diferente de zero e me informe os demais dígitos, em qualquer ordem;
Conclusão: O número que você excluiu foi _____.


ENIGMA 54 – O NÚMERO DE TRÊS DÍGITOS ASSIMÉTRICO DECRESCENTE

– Pense, secretamente, um número qualquer de três dígitos, assimétrico decrescente (xyz, onde x > z );
– Subtraia deste número, o seu inverso (zyx) ;
– Some ao resultado o próprio resultado invertido mais o número que você pensou;
– Diga-me, quanto deu o resultado;
Conclusão: O número que voce pensou foi: ________





.ENIGMA 55 – SOMA DOS DÍGITOS DE UM NÚMERO


– Pense em um número qualquer de dois dígitos;
– Concatene este número com ele mesmo (junte-o ao seu próprio lado);
- Some ao número, o ano em que voce nasceu
– Subtraia do resultado a soma dos algarismos do mesmo
– Adicione 250;
– Acrescente aí a minha idade XY (número qualquer de dois, escolhido pelo entrevistador);
– Some os dígitos do resultado;
– Na soma obtida, some novamente os dígitos;
– Se a soma for maior que dez, repita o passo anterior.
Conclusão: A soma final dos dígitos deu _____.


ENIGMA 56 – A TABELA MÁGICA

– Pense em um número natural entre 1 e 32.
– Diga-me em quais linhas da Tabela Mágica ele se encontra.
Conclusão: O número que você pensou foi _____.

TABELA MÁGICA

01 03 05 07 09 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31

02 03 06 07 10 11 14 15 18 19 22 23 26 27 30 31

04 05 06 07 12 13 14 15 20 21 22 23 28 29 30 31

08 09 10 11 12 13 14 15 24 25 26 27 28 29 30 31


16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31


Veja detalhes sobre o livro EUREKA - Quebrando Estigmas de Grande Enigmas em:
http://www.recantodasletras.com.br/tutoriais/4819941

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JORNADA CAPITAL

Não sei como é que cabia

Caminhão pau-de-arara, em cima as três famílias.
Lá de casa seis filhos, de outras: mais oito,
No mais, sacos de mantimentos e latas de biscoitos

Estrada, só buraco e poeira
Fronhas no rosto prá o pó e lona por cabeceira
Era de quinhentos quilômetros a estrada
Mas naquelas condições, uma eterna jornada

Saímos de madrugada, viagem difícil, a noite não tarda
Farois no carro não tinha e a caravana é parada.
Prender não resolvia, melhor cuidar da criançada,
Mingau para os lactentes, pros demais: paçoca e água

Ao clarear saímos de Anápolis, a jornada prosseguia
Mais oito horas de estrada, por fim chegamos à Brasília
Só barro vermelho e mato, no mais tragédia e agonia
O céu por acampamento e um mar de gente sem guia

Assim chegaram os candangos, nos dias de cinquenta e nove
Metade arranja um emprego, quase outra metade morre
Doenças, pestes, acidentes e por seguro um enterro
Pra poucos foi sorte grande, pra muitos só morte cedo

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CALMARIA

Às vezes o vento se aquieta para dar espaço a calmaria. As folhas secas caem e ressurgem as flores. Um branco de paz nos cobre a alma a nos lembrar que fomos feitos para amar e sorrir.

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PASÁRGADA - Atualizada

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho o dinheiro que quero
E tribunos que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a decência é loucura
De tal modo inconsequente
Uma farra louca na Esplana
Com a rainha falsa e demente
Vão contratar meus parentes
E a nora que nunca tive

E como farei proezas
Andarei com gente esperta
Chamado por burro broco
Subirei a rampa cedo
Tomarei pinga no bar!

E quando estiver saciado
Ou o País tiver falido
Mando chamar a mãe-d'égua
Pra inventar falsas histórias
Viro herói pra os meninos
Contra o regime militar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a condenação
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostituta bonita
A mil gabinetes ocupar

E quando em presídio triste
De sair não tiver jeito
Simulo uma dor no peito
E vou pra casa farrear
— Lá sou amigo do rei —
Terei o dinheiro que quero
E tribunos que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

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SONHO EM SEIS SEXTOS

No primeiro sexto o sonho nasceu
Em mais dois sextos cresceu
No quarto sexto, enfadado morreu
Por todo o quinto sexto o dono sofreu
Mas no ultimo sexto esqueceu

Foto: SONHO EM SEIS SEXTOS(Samuel da Mata)No primeiro sexto nasceuEm mais dois sextos cresceuNo quarto sexto, enfadado morreuPor todo o quinto sexto sofreuMas no ultimo sexto esqueceu

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EXALTAÇÃO 



Os maiores heróis morrem anônimos e os piores bandidos são exaltados em monumentos, pois quem precisar exaltar a sua própria grandeza por certo não a possui.


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METAMORFOSE INDUZIDA

A falsidade é a ferramenta pela qual você transforma o seu maior amigo em seu inimigo mais ferrenho!

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Comentários (2)

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Obrigado Eusébio, espero vê-lo cheio de inspirações felizes.

Que bom ler teus poemas meu amigo estive andando por ai a procura de inspiração e voltei cheio de desejos e para começar quiz ler algo novo algo que me encante assim como teus poemas um abraço

            Nasci e cresci pobre, mas não tenho vergonha disso. Sofri na pele as injustiças da pobreza, mas mesmo assim vivi feliz pois não conhecia a sua verdadeira fonte. Saudei heróis forjados na podridão, mas vestidos no linho fino do engodo e da publicidade paga. Sobrevivi milagrosamente à miséria por puro lampejo da graça divina.
            Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
            Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
            Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha.  Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
            Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.