DOR DO OUTONO
O outono chega, vão-se as folhas, róseas ou amarelas
Uma melancolia profunda invade a alma da floresta
A luz entre troncos desnudos, expõe-lhe as mazelas
Glamour vazio, efêmeras folhas, nada mais lhe resta
Murcham, desapegam e caem, entregam-se ao vento
Pouco importa a sorte da árvore que lhes deu provento
Sucumbem só da expectativa de ter enfrentar o frio
Sugaram o que puderam, mas seu cerne inda é vazio
Prefira os galhos às folhas, oh árvores sofridas
Estes não te abandonam quando for dura a vida
No separar da foice, choram seivas de verdade
E no arder do fogo, gritos sinceros de saudade

Comentários (1)
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Alma Gort
2014-09-15
Delicia de versos, saudades amigo poeta.
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