NÃO, SE ÉS CONDA
Não mais se escondas na beleza do seu rosto
Nem
me seduzas com este seu sorriso vilNão use a mim como placebo ao seu desgosto
Nem exalte em mim as virtudes que não viu
Maldita a hora que te aceitei por companhia
És Conda, revelada está tua artimanha
Rastejante e vil, há muito a presa espia
Sutil como serpente, voraz como piranha
O mal cresce e implode, não há como detê-lo
As folhas amarelam, o tempo faz a monda
Quebrando a utopia, estancando o pesadelo
Desfazendo fantasias e revelando a anaconda

Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Orquídeas negras
Coloquei o esplendor de orquídeas negras,
para observar os senhores das guerras.
Revigoro a memória corpórea como quem
dança a …
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
a janela está aberta
sem frestas com uma grossa cortina dura sem que passe qualquer partícula poeira ou até vida por trás a impossível grade de ferro por aqu…
Kátia Surreal
Pindaíba-vermelha
Agradecer à primavera pelo florescer
bonito da Pindaíba-vermelha.
embora a gente saiba que não nasça
na Mata Atlântica do sul …
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Pacari
Primavera da memória afetiva
do Pacari em Santa Catarina,
ele dá sombra e é curador,
e, com sua florada, enche
o coração com …
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski