ENLOUQUECES-TE
Enlouqueces-te
ao veres que o cão, ao amar na noite,
é viril como o orvalho que
lhe é fiel
e que ele
não nega, em suas sombras,
nem o frescor do amor nem o quentume
do desejo em gula irresistível;
um dia, porém,
quando o tempo estiver próximo de findo,
tu não te lembrarás de mais
nada
e não sobrará
de mim nenhuma mensão a nosso amor,
nenhuma máscara a ser
usada,
nenhuma confissão
de queda ou de traição por ti
ainda hoje tão esperada,
nenhum poema romântico,
nenhum poema niilista,
nenhum poema erótico,
nem nada mais
que o vazio que ficar, o qual estará,
sem sombra de dúvidas,
ratificando
o que
realmente foi minha vida
vã!
ao veres que o cão, ao amar na noite,
é viril como o orvalho que
lhe é fiel
e que ele
não nega, em suas sombras,
nem o frescor do amor nem o quentume
do desejo em gula irresistível;
um dia, porém,
quando o tempo estiver próximo de findo,
tu não te lembrarás de mais
nada
e não sobrará
de mim nenhuma mensão a nosso amor,
nenhuma máscara a ser
usada,
nenhuma confissão
de queda ou de traição por ti
ainda hoje tão esperada,
nenhum poema romântico,
nenhum poema niilista,
nenhum poema erótico,
nem nada mais
que o vazio que ficar, o qual estará,
sem sombra de dúvidas,
ratificando
o que
realmente foi minha vida
vã!
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