verdes sonhos do meu dia a dia...
Hoje é a solidão
a fazer-se em mim tempestade
e a palavra que me abala, "saudade"
a perseguir-me até à morte
a deixar-me sem norte.
O outono não me larga a porta
por dá cá aquela palha
rio ou choro
não há poema que me valha
contra esta corrida desenfreada
que é a vida... apreensiva,
trago a alma mal vestida.
Hoje tudo me é indiferente
como se nada tivesse de meu
apenas a solidão da alma,
faço olhos grossos à gente
que passa por mim,
e deixo que rajadas de vento
me levem o pensamento.
Hoje ninguém é capaz de entender
porque viajo no tempo,
os desassossegos que é ver
meu olhos que arrasam por tudo e
por nada,
o esconder o rosto entre as mãos
as premonições (que adivinho)
as mudanças que em mim
fazem escalada
arrancando-me sorrisos derradeiros
o que mais queria...tudo contra mim
se alia...
- foram-se
- verdes sonhos do meu dia a dia.
natalia nuno
a fazer-se em mim tempestade
e a palavra que me abala, "saudade"
a perseguir-me até à morte
a deixar-me sem norte.
O outono não me larga a porta
por dá cá aquela palha
rio ou choro
não há poema que me valha
contra esta corrida desenfreada
que é a vida... apreensiva,
trago a alma mal vestida.
Hoje tudo me é indiferente
como se nada tivesse de meu
apenas a solidão da alma,
faço olhos grossos à gente
que passa por mim,
e deixo que rajadas de vento
me levem o pensamento.
Hoje ninguém é capaz de entender
porque viajo no tempo,
os desassossegos que é ver
meu olhos que arrasam por tudo e
por nada,
o esconder o rosto entre as mãos
as premonições (que adivinho)
as mudanças que em mim
fazem escalada
arrancando-me sorrisos derradeiros
o que mais queria...tudo contra mim
se alia...
- foram-se
- verdes sonhos do meu dia a dia.
natalia nuno
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