raia sempre um novo dia...
Porque me sinto saudosa?
Eu que nem tive um brinquedo?
Mas a Vida foi generosa
Inventou-mos em segredo.
De dia movia meu passo
De noite me dava um abraço.
E assim, filha do povo
Tinha sempre brinquedo novo.
E tudo era tão pouco,
Mas o tempo corria louco.
E o nada era meu tesouro
E a pobreza era meu ouro.
E quando a vida assim se namora
É a felicidade que em nós mora.
Não lembro da Fome o nome,
Nem quero que DEUS por ingrata me tome.
Não sei se lembro, ou se ouvi dizer,
Se foi verdade ou mentira!?
Não lembro nem quero saber,
Talvez lembrar, ainda me fira.
Por não ser rica não morro de pena
Raia sempre um novo dia!
Vou subindo os degraus serena
E agradeço à mão divina que me guia.
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=117009 © Luso-Poemas
Eu que nem tive um brinquedo?
Mas a Vida foi generosa
Inventou-mos em segredo.
De dia movia meu passo
De noite me dava um abraço.
E assim, filha do povo
Tinha sempre brinquedo novo.
E tudo era tão pouco,
Mas o tempo corria louco.
E o nada era meu tesouro
E a pobreza era meu ouro.
E quando a vida assim se namora
É a felicidade que em nós mora.
Não lembro da Fome o nome,
Nem quero que DEUS por ingrata me tome.
Não sei se lembro, ou se ouvi dizer,
Se foi verdade ou mentira!?
Não lembro nem quero saber,
Talvez lembrar, ainda me fira.
Por não ser rica não morro de pena
Raia sempre um novo dia!
Vou subindo os degraus serena
E agradeço à mão divina que me guia.
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