OBSCURAMENTE
Nunca mais seria pura,
e nunca mais estaria sozinha
nos anos que se sucedessem
pelo resto de sua vida:
à mente estilhaçada,
haver-lhe-ia os ecos
esconsos dos fantasmas,
a quem incautamente abrira
as portas do templo, na longínqua
infância perdida.
Haver-lhe-ia um céu vazio
sob o qual colecionaria velhos tentilhões,
que usasse para lhe alimentar
as insânias germinadas
à alma vazia.
Haver-lhe-ia também outra coisa,
ainda mais sombria:
toda terra e todo sonho
pintados pelo ego e pela boca,
dissimuladamente,
em mágicos tons: fluorescentes
e fraternais;
enquanto, concavamente,
promovesse tudo à incessante guilhotina
- inclusive o mensageiro -,
com as tétricas reminiscências
das vesanias.
Tudo de onde se perdera,
inexoravelmente, junto às tenebridades
e às bestialidades dos defuntos
e das idiolatrias.
e nunca mais estaria sozinha
nos anos que se sucedessem
pelo resto de sua vida:
à mente estilhaçada,
haver-lhe-ia os ecos
esconsos dos fantasmas,
a quem incautamente abrira
as portas do templo, na longínqua
infância perdida.
Haver-lhe-ia um céu vazio
sob o qual colecionaria velhos tentilhões,
que usasse para lhe alimentar
as insânias germinadas
à alma vazia.
Haver-lhe-ia também outra coisa,
ainda mais sombria:
toda terra e todo sonho
pintados pelo ego e pela boca,
dissimuladamente,
em mágicos tons: fluorescentes
e fraternais;
enquanto, concavamente,
promovesse tudo à incessante guilhotina
- inclusive o mensageiro -,
com as tétricas reminiscências
das vesanias.
Tudo de onde se perdera,
inexoravelmente, junto às tenebridades
e às bestialidades dos defuntos
e das idiolatrias.
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