prosa poética...
o passado dorme enquanto o futuro murmura e o presente vive e chora por dentro, e eu me exilo vou-me apagando a mim mesmo, desvaneço nas palavras que convoco e os pensamentos abrem-se ao vazio aceitando o inevitável...como a areia que o mar engole, assim o tempo amargo faz nascer em mim a desmemória, conspira em segredo e é como uma sombra que me persegue, deixando-me sem flores nos olhos e sem o sorriso nos lábios de onde as sílabas íam nascendo, agora... andam gaivotas embrumadas em delírio, sobre o meu corpo de trigo numa liberdade de espuma...
natalia nuno
natalia nuno
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