NA DESORDEM DOS ESPELHOS

... não há mais
palavras que sirvam para
dizer de algum sentimento
qualquer,

sobretudo
sobre o amor de um homem
a uma mulher:

todas
as boas palavras e promessas
foram abatidas em delirantes
calabouços de carnes,

por isso,
vou apenas mergulhar,
fazer teu som, imaginar teus brilhos,
e desenhar teu corpo

e, silentemente,
ainda virgem, embora não sejas,
te amar!
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