EM JEITO DE AUTORETRATO
Quantas vezes fui mar bravio e pedra dura
fingido herói buscando a força da floresta
aquele que no verão resiste como a giesta
no inverno se nega à força da sepultura.
Se fui terreno enlameado, porém não fui
a traiçoeira e falsa areia movediça;
e muito menos falsa ponte quebradiça
sequer aquele que em falsas preces se dilui.
Sou a força do mar bravo; e do vulcão
o fogo que aquece e que destrói. Sou e fui
a força vertical quando devo dizer NÃO
e o quebrar - sem torcer - da força da razão.
Jamais aquele que de ideias se prostitui!
__ Assim fui e serei sem qualquer inflexão.
in O SERENO FLUIR DAS COISAS, 2018, In-Finita Lisboa
antes publicado na Antologia Conexões Atlânticas II
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*