HÚMUS (poema I)
eis o sol do poeta:
___ o seu sol é esta concavidade azul
em que se abriga e se aquece
no percurso sinuoso do fascínio das palavras
é todo este espaço do horizonte
é o incêndio das imagens
é o corpo que repousa no vazio e dele cria
a própria forma
no tempo do irreversível silêncio das nascentes
é toda a liberdade dos espelhos
sem véus nem sombras ___ é esta lonjura azul
onde a inquieta voz rompe o silêncio
com flores de sonho e segredos nupciais
é o amanhecer
com palavras de verdade e de esperança
___ todo este sol que o anima
é quante basta ao poeta para respirar
e nada mais
HÚMUS (prémio literário de poesia Manuel Neto dos Santos, 4.ª edição, 2018)
___ o seu sol é esta concavidade azul
em que se abriga e se aquece
no percurso sinuoso do fascínio das palavras
é todo este espaço do horizonte
é o incêndio das imagens
é o corpo que repousa no vazio e dele cria
a própria forma
no tempo do irreversível silêncio das nascentes
é toda a liberdade dos espelhos
sem véus nem sombras ___ é esta lonjura azul
onde a inquieta voz rompe o silêncio
com flores de sonho e segredos nupciais
é o amanhecer
com palavras de verdade e de esperança
___ todo este sol que o anima
é quante basta ao poeta para respirar
e nada mais
HÚMUS (prémio literário de poesia Manuel Neto dos Santos, 4.ª edição, 2018)
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