hão sei de nenhum lugar...trovas

não sei de nenhum lugar
e a saudade não me larga
trago a morte a rondar
e a palavra tão amarga

preciso soltar minha voz
às palavras quero dar vida
sou rio a correr pra foz
sinto a vida na descida

já levo tanta hora vazia
já vão cessando os passos
e numa longa melancolia
aquieto mãos e braços

m'tempo anda alquebrado
nem a solidão o conforta
o olhar é pranto chorado
e a saudade me bate à porta

não sei de nenhum lugar
minha rua está deserta
um dia o coração vai parar
logo a saudade o liberta


natalia nuno
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