OUTROS TEMPOS
Quando aprendi amar o sertão
Cantava as coisas do verde
Das colinas e capoeiras
Lagoas pantaneiras
Estradas sertanejas
Ipês florindo cerrados
Horizontes sem cercas
Como as linhas da mão
Andava rude pelas matas
E fazia das horas
Intermináveis rosários de versos
Banhados nas águas dos rios
Lotados de risos singelos
Bem distantes das cidadelas
Onde habitavam
Temores perversos
Assim formulei outros tempos
Formei forasteiro
Apaixonado pelas serras
Acrescidas por forças arredias
Nos espaços longe de um mundo
Que somente admitia
Estar forte, certo e recluso
Hoje além do além das esperas
Cantava as coisas do verde
Das colinas e capoeiras
Lagoas pantaneiras
Estradas sertanejas
Ipês florindo cerrados
Horizontes sem cercas
Como as linhas da mão
Andava rude pelas matas
E fazia das horas
Intermináveis rosários de versos
Banhados nas águas dos rios
Lotados de risos singelos
Bem distantes das cidadelas
Onde habitavam
Temores perversos
Assim formulei outros tempos
Formei forasteiro
Apaixonado pelas serras
Acrescidas por forças arredias
Nos espaços longe de um mundo
Que somente admitia
Estar forte, certo e recluso
Hoje além do além das esperas
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