amor feito desejo...
Mas é pura e serena esta alegria
em que me deixo perder!
Vivo e alguma coisa embriaga o ar
Aqui, ali, a esperança, e sempre a fé,
não deixo de reconhecer
que ando agora mais devagar.
Posso olhar-me!
Alegrar-me...
Com olhos espantados
e a interrogação na boca,
Depois de tantos passos dados,
Ainda confio e estendo os braços á vida,
e vivo-a, louca.
Como a água viva que canta e é sempre
jovem!
Reconheço-me forte
Avanço por entre a multidão
com o coração a pulsar.
Acolho o amor e com sorte,
me entrego enlouquecida,
ao amor a te amar.
Meu peito bate lento,
duma forma perfeita.
Não há solidão nem esquecimento,
quando a lua cai sobre nós
e aí se deita.
Há muito que meus olhos verdejaram
Há a memória ainda fresca desses verões
Quando os teus me olharam e amaram
E em uníssino bateram os corações.
Ainda que a vida nos fustigue
E nada seja como dantes
O amor será sempre a verdade
que crepita nos nossos instantes.
Este mistério que nos causa saudade
Fogueira onde nos aquecemos
Verdor dum bosque onde nos perdemos
Amor feito desejos
vivos!
Sonho que não faz ruído
Meu coração e o teu cativos.
E as águas velozes correndo
no mesmo sentido.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=206608 © Luso-Poemas
em que me deixo perder!
Vivo e alguma coisa embriaga o ar
Aqui, ali, a esperança, e sempre a fé,
não deixo de reconhecer
que ando agora mais devagar.
Posso olhar-me!
Alegrar-me...
Com olhos espantados
e a interrogação na boca,
Depois de tantos passos dados,
Ainda confio e estendo os braços á vida,
e vivo-a, louca.
Como a água viva que canta e é sempre
jovem!
Reconheço-me forte
Avanço por entre a multidão
com o coração a pulsar.
Acolho o amor e com sorte,
me entrego enlouquecida,
ao amor a te amar.
Meu peito bate lento,
duma forma perfeita.
Não há solidão nem esquecimento,
quando a lua cai sobre nós
e aí se deita.
Há muito que meus olhos verdejaram
Há a memória ainda fresca desses verões
Quando os teus me olharam e amaram
E em uníssino bateram os corações.
Ainda que a vida nos fustigue
E nada seja como dantes
O amor será sempre a verdade
que crepita nos nossos instantes.
Este mistério que nos causa saudade
Fogueira onde nos aquecemos
Verdor dum bosque onde nos perdemos
Amor feito desejos
vivos!
Sonho que não faz ruído
Meu coração e o teu cativos.
E as águas velozes correndo
no mesmo sentido.
rosafogo
natalia nuno
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