porquê?...
porquê então tudo o que sinto
dentro desta noite morta?
este vazio maldito
que me vem bater à porta
sussurro tão em surdina
o que a memória me traz
por inteiro, o cheiro do pão
e eu menina, com as pestanas a arder
e no peito a saudade a conter
o ar da noite está abafado
e eu morta por viver.
que toda a noite brilhem estrelas
que avisto por cima do pinheiro
serão a minha companhia
enquanto não desponta o dia
nesta noite funesta
é um dó de alma
não poder sonhar
e tudo o que me resta
é este tempo velho desleixado
e os sonhos num constante vai-vém
e por recordar, já nada
nem ninguém.
natalia nuno
dentro desta noite morta?
este vazio maldito
que me vem bater à porta
sussurro tão em surdina
o que a memória me traz
por inteiro, o cheiro do pão
e eu menina, com as pestanas a arder
e no peito a saudade a conter
o ar da noite está abafado
e eu morta por viver.
que toda a noite brilhem estrelas
que avisto por cima do pinheiro
serão a minha companhia
enquanto não desponta o dia
nesta noite funesta
é um dó de alma
não poder sonhar
e tudo o que me resta
é este tempo velho desleixado
e os sonhos num constante vai-vém
e por recordar, já nada
nem ninguém.
natalia nuno
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Amor Meu
Houve alegria na despedida. Ele chamou-me de “Amor Meu”. Parecia um não se vá ou talvez um volta sempre. Seria ele meu servo obediente, o…
Vera Sousa
Amor Meu
Houve alegria na despedida. Ele chamou-me de “Amor Meu”. Parecia um não se vá ou talvez um volta sempre. Seria ele meu servo obediente, o…
Vera Sousa
Instinto mulher
Há na beleza calma, um fogo quase oculto,
Insulto; felina de andar puro; e de graça;
Raça no olhar, brilho sutil e rude; um cul…
Raquel Ordones
Janice on my mind
I keep on moving In the right direction In my life I need lots of people In my life I am always afraid To end up alone Every day I unders…
Aldo gabbay kraas