IMPÉRIOS

Em algum momento,
precisamos barrar nosso avanço cego
e não mais culparmos
outras vozes

por nossas andanças
em caminhos de pedras, de lamas
ou às perigosas bordas
dos abismos.

Em algum momento,
é imperioso nos olharmos, corajosamente,
de frente a nossos fiéis espelhos
para conhecermos e
aceitamos

que somos não o que
nos dizem, mas o que dissemos;
e que andamos não por onde nos apontam,
mas por onde queremos:

tudo em função
tão somente de nossos abnômalos,
sencientes, indecifráveis
e transitivos egos.
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