DE FRENTE AO MAR
Quando dela
o fogo liberta a língua,
não há mais autocontrole
ou misericódia:
ou ela sobrepõe-me
os lábios em beijos quentes
e molhados,
ou ela me beija
e me chupa peitos, pernas
e a hígida haste,
ou, se nublada,
ela me chove com o verbo ácido
deixando-me semimorto
e alagado!
o fogo liberta a língua,
não há mais autocontrole
ou misericódia:
ou ela sobrepõe-me
os lábios em beijos quentes
e molhados,
ou ela me beija
e me chupa peitos, pernas
e a hígida haste,
ou, se nublada,
ela me chove com o verbo ácido
deixando-me semimorto
e alagado!
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