FUMO D'ROLO [MANOEL SERRÃO]

Passe o rolo.
Meu avô falou:
- corta, faca!
- bota, fogo!
- todo, fumo!
E tudo rodopiou!!!!
Ó vô quase o mundo acabou!
Ao meu avô Hidalgo Martins da Silveira: um verdadeiro amante do charuto de fumo de rolo, até que um dia ainda quando criança por achar aquele ritual de fabricação artesanal instigante, tivera eu a infeliz ideia de recolher as sobras daquele fumo picado sobre a tábua e com uma seda após “fabricar” um daqueles preferidos do meu avô, bastou-me apenas uma única e desagradável experiência para nunca mais repeti-la na vida. Ó vô quase o mundo acabou!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski