Um dia...depois do adeus
Eu sei, assim será decerto...um dia, depois do adeus,
O assombroso anoitecer que acontece distraindo até o supremo
Silêncio doloso, factual, porventura, inútil, viciante ... textual
Um dia...depois do adeus qual gota de orvalho desprendo-me
Das pétalas da solidão escorrendo licorosamente ladeira abaixo
Revitalizando este tempo enfeitado de desejos magníficos e irreverentes
O silêncio paralisado atiça a sonâmbula luz agora utente deste
Sonho indissolúvel dormitando no berçário da madrugada descrente
Onde pernoito contemplando o refinado e esbelto sorriso reincidente
E ficarei quieto nesse dia...depois do doesto adeus degustando todo inefável
Momento ciclónico que passa desvairado, subserviente alagando o mar
Dos teus prantos num maremoto de afectos omniscientes, convictos...repletos
Frederico de Castro
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