Lácio
Tu que me fizeste poeta E com teu bandolim colocou a poetar-se nos sentidos ébrios das cousas mundanas. Tu que te fizeste escravo. E com os mil grilhões detidos foram meus ânimos à sua cabeceira. Desde meus doirados e lamuriosos tempos pueris tu que me fizeste e por fazer eu assim, dor de flor seca do algodoeiro, prendi meu coração aos pés que nunca tocarão os pisos de minha varanda empoeirada. Tu que me fizeste escrava. Tu que me colocaste a p(r)o(f)etizar.
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