Purificação
A causa primeira que me germina,
Neste corpo enamorado de si,
Tão cheio de alento que chega a verter,
Um rio de lágrimas dos olhos cegos,
Desta alma suicida,
Perdida no deserto do infortúnio,
Igual um pássaro de asas quebradas,
Sem saber se voltará a voar.
Tantas dores de um destino,
Espadas afiadas da derrota,
Cortando lentamente o coração,
Perverso suplício da solidão,
Numa estrada repleta de espinhos,
Onde sangrarei até purificar-me,
Buscando o meu outro eu,
Escondido no silêncio.
Neste corpo enamorado de si,
Tão cheio de alento que chega a verter,
Um rio de lágrimas dos olhos cegos,
Desta alma suicida,
Perdida no deserto do infortúnio,
Igual um pássaro de asas quebradas,
Sem saber se voltará a voar.
Tantas dores de um destino,
Espadas afiadas da derrota,
Cortando lentamente o coração,
Perverso suplício da solidão,
Numa estrada repleta de espinhos,
Onde sangrarei até purificar-me,
Buscando o meu outro eu,
Escondido no silêncio.
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