POBRE DE MIM
A solidão deixa-me carente,
Pirado com medo de sofrer,
Confuso com os dissabores da gente,
Sem caminhos para viver.
Bloqueia-me sem razão,
Deixa-me na contramão da emoção,
Deplorado, jogado no chão.
A escuridão sobressai como uma ponte no horizonte;
A separação outorga esse descontrole de amar;
Não irei mais adiante, queria assim flutuar
Sem conter as lágrimas de uma equação de saudade.
Sinto-me um delinquente sofredor,
Aleijado no amor,
Falido sem pudor.
E quando me procuro,
Não me encontro sequer um segundo...
De destreza vou vivendo,
Nesse amor enlouquecendo.
Pobre de mim, que chora sem exageros...
Que se perde no tempo
E tropeça nesse vale de amargor!
-Charlan Fialho
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