Lista de Poemas

Sentimento de Amor


Se tu me queres
Sacaneia-me debaixo do cobertor,
diga-me palavras baixinho
Abusando-me com teu jeito sedutor.

Se me queres,
enfim,
amas-me bem safadinho,
deixando-me sentir teus carinhos,
numa noite inteira de amor.

Charlan Fialho
905

Sentimento de Amor


Se tu me queres
Sacaneia-me debaixo do cobertor,
diga-me palavras baixinho
Abusando-me com teu jeito sedutor.

Se me queres,
enfim,
amas-me bem safadinho,
deixando-me sentir teus carinhos,
numa noite inteira de amor.

Charlan Fialho
901

A ANGÚSTIA DO POETA


Há dias em que o meu amor é tomado de sandice...
Às vezes, escrevo nas páginas da escuridão,
Sucateio os horizontes da paixão
E com os meus sensacionalismos brigo com o coração tolo.
Já tentei pisar o som dos beijos e apagar a música
Que acorda a alma com plangores,
Mas não consigo, sofro com esse pecado que acorda-me na aurora.

Há dias que o meu amor fica assim,
Perdido no contraste do tempo, que insiste
Em caminhar na contramão dos sentimentos;
Não macaqueio nenhuma emoção rasa,
Sequer amolento minhas oferendas de amor,
Mas faço-me poeta obtuso, carrancudo, escorchado pelos arranhões
Das lembranças que atascaram meus enleios.

Há dias que não me vejo; o amor fica cinzento...
Parece que sumo debaixo dos estrondos
Que há dentro do peito e, como nuvem desfaço-me
Sem ostentar qualquer nuance, nem adereços...
Sou arrolado como um pássaro a andar sem destino,
Visto a caminhar com meus versos nublados;
Preso em ardis sentimentos, escondo-me nos outeiros do desalento
Onde só me encontram no décor de cada pesadelo.

-Charlan Fialho
811

UMA POESIA DENSA


Há um mar de escuridão,
Que um dia todos irão banhar-se...
Um abismo atemporal a todos receberá,
Uma borracha de lástima que apagará cada instante,
Sem deixar sequer um rascunho de saudades.

Há um conto que não é de fadas,
Mas, sua ficção abraçará os corações,
Seus clamores se esconderão,
E as brasas queimarão a sorte,
E o destino não mais existirá...

Há uma fornalha ardente que queimará todos os desejos,
E as fantasias serão desenhos sem cores,
Onde os sonhos serão poemas solitários,
Dispersos, jogados ao vento...

Há uma poesia densa, doentia,
Onde será desfeito cada verso da vida,
Num tempo que não avisará sua despedida.

Há um grito de silêncio,
Sem sorrisos nas nuvens do arco-íris,
Onde o fim será a canção enternecedora,
Onde a areia assumirá o protagonismo,
Será o último suspiro, o último lamento.
Vive a morte!

-Charlan Fialho
858

Despedida


Quando no último instante meus olhos fecharem
E minha vida der adeus para sempre,
Sentirei saudades dos carinhos teus,
Guardarei seus versos de amor contente.

Subirei para o infinito com minha alma no altar.
Ao chegar lá, ao Senhor que me deu fôlego de vida,
Direi tudo que aprendi na terra por te amar.
A Ele pedirei para enviar, cartas de despedida.

Não quero que chores por sentir minha ausência.
Lembre-se que teus beijos fizeram-me ser alguém.
Meu coração suspirou de amores, e em ti fui refém.

Não rasgue os poemas que fiz para ti, amada minha.
Nem fiques triste por não poder beija-la mais.
Esqueça-se dos pecados que cometi outrora,
Por não saber colocá-la para dormir.

E enquanto o seu coração gritar por mim,
Salte de alegria, pois um dia amei...
A mulher que me fez o homem mais feliz em vida.

-Charlan Fialho
704

NÃO AGUENTO MAIS


Meu amor tá mais perdido que cego em tiroteio;
Minhas razões estão com o pé na cova;
Não vejo-me mais encostado na sombra da felicidade...
Os dias do meu coração se enterram nas lamúrias da paixão.

Num vale de lágrimas, a alma afoga-se,
Imerge-se num oceano de saudades,
O pesadelo cerca meu íntimo,
Joga-me pra bem distante de um jardim de flores.

Não consigo sentir mais meus amores,
O vácuo das incertezas cresce e toma conta do meu universo caído.
Correntes atropelam meu pescoço,
Sinto que a vida insiste em jogar-me num calabouço,
Sem que jamais o sol volte a gritar em meus olhos.

Meu medo tenta esconder-se, mas as ervas daninhas
Amontoam-se, usam espadas contra minhas flores,
Assim, o sangue da minha poesia escorre pela noite sombria,
E a dor que abriga-me toca numa canção sem limites.

- Charlan Fialho
545

QUE TIRO FOI ESSE


Que tiro foi esse?
Acertou o coração com sopapo,
Expandiu o sorriso, atingiu meu mundo,
Derrubou-me; pegou-me de frente...
Senti pólvoras em seus abraços.

Que tiro foi esse que tá um arraso?!
Acabou com meu cansaço,
Colocou-me de cabeça para baixo,
Fez-me sacudir os pés na cara da solidão!

Que tiro foi esse?
Que nivelou meus sentimentos...
Situou-me no tempo,
Acabou com o sofrimento,
Deu-me asas para sonhar.

Que tiro foi esse que tá um arraso?!
Sapecou a vértebra do meu amor,
Desfez o amor em pedaços,
Disparo que não causou dor.

- Charlan Fialho
465

POEMA — A GRANDEZA DA MULHER




A mulher é o doce do amor,
Perfuma o coração com suas incógnitas.
A mulher é a inspiração mais letal dos sentimentos,
Suas ações dignificam cada amanhecer.

A mulher tem a poesia nas entrelinhas do viver,
Tem as notas da canção em seus beijos,
A beleza do seu caminhar se revela em seu carácter,
Seus sonhos adormecem nos braços da emoção.

Cada mulher sabe o que quer, mesmo que seus passos não falem alto.
O choro pode até caçar espaço em suas relações,
Mas a força da mulher não se mede, nem mesmo quando a tempestade mais impetuosa tenta devastar seus amores.

A mulher é aquela flor graciosa que não se apaga,
Mesmo que as palavras torpes a tentem rasurá-la,
Ela não morre quando a falta de amor atinge seu coração,
Ela sabe superar as angústias causadas pelos vendavais da vida.

A mulher é aquele ser iluminado que sabe guardar as lembranças
Como uma forma de retirar do baú da sorte os tesouros que conquistou um dia.

A mulher não esconde seus sentimentos em uma sepultura,
Não se ensaboa de fingimentos, e tampouco costura trapos rasgados pelo pecado da ingratidão.
Ela se veste do dom da vida, esmiúça a falta de gratidão e como um enigma poético consegue dar sentido ao cinzento do arco-íris.

A mulher se torna em cada primavera um provocante poema,
Perfumando de lindos versos o olhar da inocência.

-Charlan Fialho

HOMENAGEM AS MULHERES
08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
900

ARQUEJO DENTRO DO PEITO


Na varanda, o tédio me exaspera.
E o que sinto, tange-me dentro de mim.
Pois, o coração é tangido
Pelo fulgor obsoleto do amor.
Que trama luxúrias indolentes contra mim.

Não sei se quero
O ímpeto dos seus amplexos,
Ou se esmero-me no içar de seus lábios
Que me atassalham.
Fico imergido em seus roçados.

Mas, nesse arquejar,
O bosquejo da afeição
Faz-me contrair afagos imexíveis,
Convergindo-me aos teus apelos
Que me amarra; impõe-se imponente...

Seus dotes intatos me enlouquecem.
Assim, nesse horizonte impingido
Sonho com o amor impassível,
Que me faça abdicar
Dos desgostos que a vida evocar.

-Charlan Fialho

405

QUERO UM AMOR


Cansei desse negócio de amor próprio.
Quero um amor do outro,
Daqueles que me tirem o fôlego.
Faça-me doente de prazer.

Saturei-me de amar apenas a mim mesmo,
Esconder-me em segredos.
Sem histórias a dois para contar.

Chega até ficar enfadonho, não ter lábios para molhar,
Não importa se aqui, ou acolá.
Se o encontrarei na esquina,
Ou na sala de jantar.
Quero extravasar um amor sem fim,
Não quero mais olhar só para dentro de mim.

Não me vejo mais escondido nesse pranto,
Com meus sentimentos velados.
Quero um amor escroto,
Que morda-me o pescoço
E arranque-me das fendas da solidão. (das amarras do passado).

Estou certo que largarei
Minhas armas no porão da indolência.
O deserto não será mais o meu habitat.
Não adianta acostumar-me com os sonhos.
Eu subirei até o cume da cumplicidade,
E com minhas forças,
Amarei quem a vida pôr ao meu lado.

-Charlan Fialho
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Charlan Fialho nasceu em Piaçabuçu, AL. É Professor; foi Conselheiro Tutelar; formado em Pedagogia e Licenciado em Música. Acadêmico de Direito. É um poeta amigo e um compêndio de emoções; um típico cavalheiro que adora passear com seus amores. Aquele homem que prefere ser feliz que murmurar suas dores. Adora produzir textos literários que expressem sentimentos, tipifiquem a arte, a poesia. O desejo pela escrita sempre carregou em seu coração. Dedica-se a escrever aquilo que desperta a imaginação e acredita que a inspiração é a base de apoio que o faz poetizar. ​