Charlan Fialho nasceu em Piaçabuçu, AL. É Professor; foi Conselheiro Tutelar; formado em Pedagogia e Licenciado em Música. Acadêmico de Direito. É um poeta amigo e um compêndio de emoções; um típico cavalheiro que adora passear com seus amores.
Charlan Fialho nasceu em Piaçabuçu, AL. É Professor; foi Conselheiro Tutelar; formado em Pedagogia e Licenciado em Música. Acadêmico de Direito. É um poeta amigo e um compêndio de emoções; um típico cavalheiro que adora passear com seus amores. Aquele homem que prefere ser feliz que murmurar suas dores. Adora produzir textos literários que expressem sentimentos, tipifiquem a arte, a poesia. O desejo pela escrita sempre carregou em seu coração. Dedica-se a escrever aquilo que desperta a imaginação e acredita que a inspiração é a base de apoio que o faz poetizar.
Se tu me queres Sacaneia-me debaixo do cobertor, diga-me palavras baixinho Abusando-me com teu jeito sedutor.
Se me queres, enfim, amas-me bem safadinho, deixando-me sentir teus carinhos, numa noite inteira de amor.
Charlan Fialho
918
Sentimento de Amor
Se tu me queres Sacaneia-me debaixo do cobertor, diga-me palavras baixinho Abusando-me com teu jeito sedutor.
Se me queres, enfim, amas-me bem safadinho, deixando-me sentir teus carinhos, numa noite inteira de amor.
Charlan Fialho
922
A ANGÚSTIA DO POETA
Há dias em que o meu amor é tomado de sandice... Às vezes, escrevo nas páginas da escuridão, Sucateio os horizontes da paixão E com os meus sensacionalismos brigo com o coração tolo. Já tentei pisar o som dos beijos e apagar a música Que acorda a alma com plangores, Mas não consigo, sofro com esse pecado que acorda-me na aurora.
Há dias que o meu amor fica assim, Perdido no contraste do tempo, que insiste Em caminhar na contramão dos sentimentos; Não macaqueio nenhuma emoção rasa, Sequer amolento minhas oferendas de amor, Mas faço-me poeta obtuso, carrancudo, escorchado pelos arranhões Das lembranças que atascaram meus enleios.
Há dias que não me vejo; o amor fica cinzento... Parece que sumo debaixo dos estrondos Que há dentro do peito e, como nuvem desfaço-me Sem ostentar qualquer nuance, nem adereços... Sou arrolado como um pássaro a andar sem destino, Visto a caminhar com meus versos nublados; Preso em ardis sentimentos, escondo-me nos outeiros do desalento Onde só me encontram no décor de cada pesadelo.
-Charlan Fialho
833
UMA POESIA DENSA
Há um mar de escuridão, Que um dia todos irão banhar-se... Um abismo atemporal a todos receberá, Uma borracha de lástima que apagará cada instante, Sem deixar sequer um rascunho de saudades.
Há um conto que não é de fadas, Mas, sua ficção abraçará os corações, Seus clamores se esconderão, E as brasas queimarão a sorte, E o destino não mais existirá...
Há uma fornalha ardente que queimará todos os desejos, E as fantasias serão desenhos sem cores, Onde os sonhos serão poemas solitários, Dispersos, jogados ao vento...
Há uma poesia densa, doentia, Onde será desfeito cada verso da vida, Num tempo que não avisará sua despedida.
Há um grito de silêncio, Sem sorrisos nas nuvens do arco-íris, Onde o fim será a canção enternecedora, Onde a areia assumirá o protagonismo, Será o último suspiro, o último lamento. Vive a morte!
-Charlan Fialho
882
QUERO UM AMOR
Cansei desse negócio de amor próprio. Quero um amor do outro, Daqueles que me tirem o fôlego. Faça-me doente de prazer.
Saturei-me de amar apenas a mim mesmo, Esconder-me em segredos. Sem histórias a dois para contar.
Chega até ficar enfadonho, não ter lábios para molhar, Não importa se aqui, ou acolá. Se o encontrarei na esquina, Ou na sala de jantar. Quero extravasar um amor sem fim, Não quero mais olhar só para dentro de mim.
Não me vejo mais escondido nesse pranto, Com meus sentimentos velados. Quero um amor escroto, Que morda-me o pescoço E arranque-me das fendas da solidão. (das amarras do passado).
Estou certo que largarei Minhas armas no porão da indolência. O deserto não será mais o meu habitat. Não adianta acostumar-me com os sonhos. Eu subirei até o cume da cumplicidade, E com minhas forças, Amarei quem a vida pôr ao meu lado.
-Charlan Fialho
641
QUE TIRO FOI ESSE
Que tiro foi esse? Acertou o coração com sopapo, Expandiu o sorriso, atingiu meu mundo, Derrubou-me; pegou-me de frente... Senti pólvoras em seus abraços.
Que tiro foi esse que tá um arraso?! Acabou com meu cansaço, Colocou-me de cabeça para baixo, Fez-me sacudir os pés na cara da solidão!
Que tiro foi esse? Que nivelou meus sentimentos... Situou-me no tempo, Acabou com o sofrimento, Deu-me asas para sonhar.
Que tiro foi esse que tá um arraso?! Sapecou a vértebra do meu amor, Desfez o amor em pedaços, Disparo que não causou dor.
- Charlan Fialho
479
NÃO TENTE ME ENCONTRAR
Se um dia eu não mais existir... Não tente me encontrar nas folhas das árvores. Não me procure no som das águas, Você não vai me encontrar.
Se um dia eu não mais existir... Não se arrisque a subir no monte Everest. Aliás, tire de sua cabeça a ideia de que eu poderia Está no horizonte mais distante da Terra.
Não me procure nos versos de cada poesia, Esqueça que me acharia no silêncio do meu quarto. A porta estará aberta, mas lá não será meu repouso.
Se um dia eu não mais existir... Não tente me ver nos dias ensolarados da primavera, Nem pense que virei com a beleza do pôr do sol. Por favor, apague da sua vida a vontade de encontrar-me. Em vão será, buscar-me nas manhãs de domingo, Ou na varanda de um céu colorido.
Se um dia eu não mais existir... Talvez a saudade conte-lhe algo sobre mim, Mas, não prenda-se aos seus ruídos, Mesmo que as lembranças abracem seu olhar.
-Charlan Fialho
619
VOTOS
"Eu escritor dos versos do amor Recebo a ti, amada minha, Como minha legítima poesia, Prometo ser fiel na escrita, Amar-te e respeitar-te Na inspiração e na crítica, Na imaginação e na rima, Na criatividade e na nostalgia, Por todos os dias da nossa vida Até que o infinito nos separe"
- Charlan Fialho
533
ARQUEJO DENTRO DO PEITO
Na varanda, o tédio me exaspera. E o que sinto, tange-me dentro de mim. Pois, o coração é tangido Pelo fulgor obsoleto do amor. Que trama luxúrias indolentes contra mim.
Não sei se quero O ímpeto dos seus amplexos, Ou se esmero-me no içar de seus lábios Que me atassalham. Fico imergido em seus roçados.
Mas, nesse arquejar, O bosquejo da afeição Faz-me contrair afagos imexíveis, Convergindo-me aos teus apelos Que me amarra; impõe-se imponente...
Seus dotes intatos me enlouquecem. Assim, nesse horizonte impingido Sonho com o amor impassível, Que me faça abdicar Dos desgostos que a vida evocar.
-Charlan Fialho
418
NÃO AGUENTO MAIS
Meu amor tá mais perdido que cego em tiroteio; Minhas razões estão com o pé na cova; Não vejo-me mais encostado na sombra da felicidade... Os dias do meu coração se enterram nas lamúrias da paixão.
Num vale de lágrimas, a alma afoga-se, Imerge-se num oceano de saudades, O pesadelo cerca meu íntimo, Joga-me pra bem distante de um jardim de flores.
Não consigo sentir mais meus amores, O vácuo das incertezas cresce e toma conta do meu universo caído. Correntes atropelam meu pescoço, Sinto que a vida insiste em jogar-me num calabouço, Sem que jamais o sol volte a gritar em meus olhos.
Meu medo tenta esconder-se, mas as ervas daninhas Amontoam-se, usam espadas contra minhas flores, Assim, o sangue da minha poesia escorre pela noite sombria, E a dor que abriga-me toca numa canção sem limites.