Charlan Fialho

Charlan Fialho

n. 1981 BR BR

Charlan Fialho nasceu em Piaçabuçu, AL. É Professor; foi Conselheiro Tutelar; formado em Pedagogia e Licenciado em Música. Acadêmico de Direito. É um poeta amigo e um compêndio de emoções; um típico cavalheiro que adora passear com seus amores.

n. 1981-03-27, PIAÇABUÇU/ALAGOAS

Perfil
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Sentimento de Amor


Se tu me queres
Sacaneia-me debaixo do cobertor,
diga-me palavras baixinho
Abusando-me com teu jeito sedutor.

Se me queres,
enfim,
amas-me bem safadinho,
deixando-me sentir teus carinhos,
numa noite inteira de amor.

Charlan Fialho
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Biografia
Charlan Fialho nasceu em Piaçabuçu, AL. É Professor; foi Conselheiro Tutelar; formado em Pedagogia e Licenciado em Música. Acadêmico de Direito. É um poeta amigo e um compêndio de emoções; um típico cavalheiro que adora passear com seus amores. Aquele homem que prefere ser feliz que murmurar suas dores. Adora produzir textos literários que expressem sentimentos, tipifiquem a arte, a poesia. O desejo pela escrita sempre carregou em seu coração. Dedica-se a escrever aquilo que desperta a imaginação e acredita que a inspiração é a base de apoio que o faz poetizar. ​

Poemas

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Sentimento de Amor


Se tu me queres
Sacaneia-me debaixo do cobertor,
diga-me palavras baixinho
Abusando-me com teu jeito sedutor.

Se me queres,
enfim,
amas-me bem safadinho,
deixando-me sentir teus carinhos,
numa noite inteira de amor.

Charlan Fialho
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Sentimento de Amor


Se tu me queres
Sacaneia-me debaixo do cobertor,
diga-me palavras baixinho
Abusando-me com teu jeito sedutor.

Se me queres,
enfim,
amas-me bem safadinho,
deixando-me sentir teus carinhos,
numa noite inteira de amor.

Charlan Fialho
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A ANGÚSTIA DO POETA


Há dias em que o meu amor é tomado de sandice...
Às vezes, escrevo nas páginas da escuridão,
Sucateio os horizontes da paixão
E com os meus sensacionalismos brigo com o coração tolo.
Já tentei pisar o som dos beijos e apagar a música
Que acorda a alma com plangores,
Mas não consigo, sofro com esse pecado que acorda-me na aurora.

Há dias que o meu amor fica assim,
Perdido no contraste do tempo, que insiste
Em caminhar na contramão dos sentimentos;
Não macaqueio nenhuma emoção rasa,
Sequer amolento minhas oferendas de amor,
Mas faço-me poeta obtuso, carrancudo, escorchado pelos arranhões
Das lembranças que atascaram meus enleios.

Há dias que não me vejo; o amor fica cinzento...
Parece que sumo debaixo dos estrondos
Que há dentro do peito e, como nuvem desfaço-me
Sem ostentar qualquer nuance, nem adereços...
Sou arrolado como um pássaro a andar sem destino,
Visto a caminhar com meus versos nublados;
Preso em ardis sentimentos, escondo-me nos outeiros do desalento
Onde só me encontram no décor de cada pesadelo.

-Charlan Fialho
834

UMA POESIA DENSA


Há um mar de escuridão,
Que um dia todos irão banhar-se...
Um abismo atemporal a todos receberá,
Uma borracha de lástima que apagará cada instante,
Sem deixar sequer um rascunho de saudades.

Há um conto que não é de fadas,
Mas, sua ficção abraçará os corações,
Seus clamores se esconderão,
E as brasas queimarão a sorte,
E o destino não mais existirá...

Há uma fornalha ardente que queimará todos os desejos,
E as fantasias serão desenhos sem cores,
Onde os sonhos serão poemas solitários,
Dispersos, jogados ao vento...

Há uma poesia densa, doentia,
Onde será desfeito cada verso da vida,
Num tempo que não avisará sua despedida.

Há um grito de silêncio,
Sem sorrisos nas nuvens do arco-íris,
Onde o fim será a canção enternecedora,
Onde a areia assumirá o protagonismo,
Será o último suspiro, o último lamento.
Vive a morte!

-Charlan Fialho
883

Despedida


Quando no último instante meus olhos fecharem
E minha vida der adeus para sempre,
Sentirei saudades dos carinhos teus,
Guardarei seus versos de amor contente.

Subirei para o infinito com minha alma no altar.
Ao chegar lá, ao Senhor que me deu fôlego de vida,
Direi tudo que aprendi na terra por te amar.
A Ele pedirei para enviar, cartas de despedida.

Não quero que chores por sentir minha ausência.
Lembre-se que teus beijos fizeram-me ser alguém.
Meu coração suspirou de amores, e em ti fui refém.

Não rasgue os poemas que fiz para ti, amada minha.
Nem fiques triste por não poder beija-la mais.
Esqueça-se dos pecados que cometi outrora,
Por não saber colocá-la para dormir.

E enquanto o seu coração gritar por mim,
Salte de alegria, pois um dia amei...
A mulher que me fez o homem mais feliz em vida.

-Charlan Fialho
717

ORAÇÃO DO AMOR NOSSO


Amor nosso que estais no firmamento,
Honrado seja o vosso nome,
Derrame em nós o vosso afeto,
Seja plena a vossa verdade
assim na terra como no céu.
O respeito nosso de cada dia nos dai hoje,
Aliviai-nos das nossas demências,
Assim como nós precisamos dialogar
com quem nos relacionamos,
Não nos deixei afogar na solidão
Mas livrai-nos do surreal.
Amém.

-Charlan Fialho
851

NÃO AGUENTO MAIS


Meu amor tá mais perdido que cego em tiroteio;
Minhas razões estão com o pé na cova;
Não vejo-me mais encostado na sombra da felicidade...
Os dias do meu coração se enterram nas lamúrias da paixão.

Num vale de lágrimas, a alma afoga-se,
Imerge-se num oceano de saudades,
O pesadelo cerca meu íntimo,
Joga-me pra bem distante de um jardim de flores.

Não consigo sentir mais meus amores,
O vácuo das incertezas cresce e toma conta do meu universo caído.
Correntes atropelam meu pescoço,
Sinto que a vida insiste em jogar-me num calabouço,
Sem que jamais o sol volte a gritar em meus olhos.

Meu medo tenta esconder-se, mas as ervas daninhas
Amontoam-se, usam espadas contra minhas flores,
Assim, o sangue da minha poesia escorre pela noite sombria,
E a dor que abriga-me toca numa canção sem limites.

- Charlan Fialho
562

QUERO UM AMOR


Cansei desse negócio de amor próprio.
Quero um amor do outro,
Daqueles que me tirem o fôlego.
Faça-me doente de prazer.

Saturei-me de amar apenas a mim mesmo,
Esconder-me em segredos.
Sem histórias a dois para contar.

Chega até ficar enfadonho, não ter lábios para molhar,
Não importa se aqui, ou acolá.
Se o encontrarei na esquina,
Ou na sala de jantar.
Quero extravasar um amor sem fim,
Não quero mais olhar só para dentro de mim.

Não me vejo mais escondido nesse pranto,
Com meus sentimentos velados.
Quero um amor escroto,
Que morda-me o pescoço
E arranque-me das fendas da solidão. (das amarras do passado).

Estou certo que largarei
Minhas armas no porão da indolência.
O deserto não será mais o meu habitat.
Não adianta acostumar-me com os sonhos.
Eu subirei até o cume da cumplicidade,
E com minhas forças,
Amarei quem a vida pôr ao meu lado.

-Charlan Fialho
642

REDEMOINHO DE SENTIMENTOS


Cada vez que aproximo-me dos teus olhos,
Das nossas lembranças, e sinto a cor das nossas fantasias,
Desequilibro-me como se estivesse num redemoinho
Atirado pelo vento da saudade.

Queira eu não surtar nos exageros
Do gosto dos teus seios
Na doçura do tom da sua pele,
Do ensaboar das suas mãos em mim.

Não quero sentir-me retraído pela distância dos teus beijos
Aliás, teus sonhos revigoram minha alma,
O teu grito de amor rasga os pulmões do meu prazer,
Faz-me enlouquecer; perpassa meu ímpeto num alvorecer.

Assim, vou costurando minhas carências,
Prescrevendo minhas dormências
E corro para os teus braços, carregando em mim
O dolo de não abrigar o passado.

-Charlan Fialho
874

NÃO TENTE ME ENCONTRAR


Se um dia eu não mais existir...
Não tente me encontrar nas folhas das árvores.
Não me procure no som das águas,
Você não vai me encontrar.

Se um dia eu não mais existir...
Não se arrisque a subir no monte Everest.
Aliás, tire de sua cabeça a ideia de que eu poderia
Está no horizonte mais distante da Terra.

Não me procure nos versos de cada poesia,
Esqueça que me acharia no silêncio do meu quarto.
A porta estará aberta, mas lá não será meu repouso.

Se um dia eu não mais existir...
Não tente me ver nos dias ensolarados da primavera,
Nem pense que virei com a beleza do pôr do sol.
Por favor, apague da sua vida a vontade de encontrar-me.
Em vão será, buscar-me nas manhãs de domingo,
Ou na varanda de um céu colorido.

Se um dia eu não mais existir...
Talvez a saudade conte-lhe algo sobre mim,
Mas, não prenda-se aos seus ruídos,
Mesmo que as lembranças abracem seu olhar.

-Charlan Fialho

622

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