Charlan Fialho nasceu em Piaçabuçu, AL. É Professor; foi Conselheiro Tutelar; formado em Pedagogia e Licenciado em Música. Acadêmico de Direito. É um poeta amigo e um compêndio de emoções; um típico cavalheiro que adora passear com seus amores.
Charlan Fialho nasceu em Piaçabuçu, AL. É Professor; foi Conselheiro Tutelar; formado em Pedagogia e Licenciado em Música. Acadêmico de Direito. É um poeta amigo e um compêndio de emoções; um típico cavalheiro que adora passear com seus amores. Aquele homem que prefere ser feliz que murmurar suas dores. Adora produzir textos literários que expressem sentimentos, tipifiquem a arte, a poesia. O desejo pela escrita sempre carregou em seu coração. Dedica-se a escrever aquilo que desperta a imaginação e acredita que a inspiração é a base de apoio que o faz poetizar.
Se tu me queres Sacaneia-me debaixo do cobertor, diga-me palavras baixinho Abusando-me com teu jeito sedutor.
Se me queres, enfim, amas-me bem safadinho, deixando-me sentir teus carinhos, numa noite inteira de amor.
Charlan Fialho
925
Sentimento de Amor
Se tu me queres Sacaneia-me debaixo do cobertor, diga-me palavras baixinho Abusando-me com teu jeito sedutor.
Se me queres, enfim, amas-me bem safadinho, deixando-me sentir teus carinhos, numa noite inteira de amor.
Charlan Fialho
921
A ANGÚSTIA DO POETA
Há dias em que o meu amor é tomado de sandice... Às vezes, escrevo nas páginas da escuridão, Sucateio os horizontes da paixão E com os meus sensacionalismos brigo com o coração tolo. Já tentei pisar o som dos beijos e apagar a música Que acorda a alma com plangores, Mas não consigo, sofro com esse pecado que acorda-me na aurora.
Há dias que o meu amor fica assim, Perdido no contraste do tempo, que insiste Em caminhar na contramão dos sentimentos; Não macaqueio nenhuma emoção rasa, Sequer amolento minhas oferendas de amor, Mas faço-me poeta obtuso, carrancudo, escorchado pelos arranhões Das lembranças que atascaram meus enleios.
Há dias que não me vejo; o amor fica cinzento... Parece que sumo debaixo dos estrondos Que há dentro do peito e, como nuvem desfaço-me Sem ostentar qualquer nuance, nem adereços... Sou arrolado como um pássaro a andar sem destino, Visto a caminhar com meus versos nublados; Preso em ardis sentimentos, escondo-me nos outeiros do desalento Onde só me encontram no décor de cada pesadelo.
-Charlan Fialho
836
UMA POESIA DENSA
Há um mar de escuridão, Que um dia todos irão banhar-se... Um abismo atemporal a todos receberá, Uma borracha de lástima que apagará cada instante, Sem deixar sequer um rascunho de saudades.
Há um conto que não é de fadas, Mas, sua ficção abraçará os corações, Seus clamores se esconderão, E as brasas queimarão a sorte, E o destino não mais existirá...
Há uma fornalha ardente que queimará todos os desejos, E as fantasias serão desenhos sem cores, Onde os sonhos serão poemas solitários, Dispersos, jogados ao vento...
Há uma poesia densa, doentia, Onde será desfeito cada verso da vida, Num tempo que não avisará sua despedida.
Há um grito de silêncio, Sem sorrisos nas nuvens do arco-íris, Onde o fim será a canção enternecedora, Onde a areia assumirá o protagonismo, Será o último suspiro, o último lamento. Vive a morte!
-Charlan Fialho
884
QUERO UM AMOR
Cansei desse negócio de amor próprio. Quero um amor do outro, Daqueles que me tirem o fôlego. Faça-me doente de prazer.
Saturei-me de amar apenas a mim mesmo, Esconder-me em segredos. Sem histórias a dois para contar.
Chega até ficar enfadonho, não ter lábios para molhar, Não importa se aqui, ou acolá. Se o encontrarei na esquina, Ou na sala de jantar. Quero extravasar um amor sem fim, Não quero mais olhar só para dentro de mim.
Não me vejo mais escondido nesse pranto, Com meus sentimentos velados. Quero um amor escroto, Que morda-me o pescoço E arranque-me das fendas da solidão. (das amarras do passado).
Estou certo que largarei Minhas armas no porão da indolência. O deserto não será mais o meu habitat. Não adianta acostumar-me com os sonhos. Eu subirei até o cume da cumplicidade, E com minhas forças, Amarei quem a vida pôr ao meu lado.
-Charlan Fialho
644
POEMA — A GRANDEZA DA MULHER
A mulher é o doce do amor, Perfuma o coração com suas incógnitas. A mulher é a inspiração mais letal dos sentimentos, Suas ações dignificam cada amanhecer.
A mulher tem a poesia nas entrelinhas do viver, Tem as notas da canção em seus beijos, A beleza do seu caminhar se revela em seu carácter, Seus sonhos adormecem nos braços da emoção.
Cada mulher sabe o que quer, mesmo que seus passos não falem alto. O choro pode até caçar espaço em suas relações, Mas a força da mulher não se mede, nem mesmo quando a tempestade mais impetuosa tenta devastar seus amores.
A mulher é aquela flor graciosa que não se apaga, Mesmo que as palavras torpes a tentem rasurá-la, Ela não morre quando a falta de amor atinge seu coração, Ela sabe superar as angústias causadas pelos vendavais da vida.
A mulher é aquele ser iluminado que sabe guardar as lembranças Como uma forma de retirar do baú da sorte os tesouros que conquistou um dia.
A mulher não esconde seus sentimentos em uma sepultura, Não se ensaboa de fingimentos, e tampouco costura trapos rasgados pelo pecado da ingratidão. Ela se veste do dom da vida, esmiúça a falta de gratidão e como um enigma poético consegue dar sentido ao cinzento do arco-íris.
A mulher se torna em cada primavera um provocante poema, Perfumando de lindos versos o olhar da inocência.
-Charlan Fialho
HOMENAGEM AS MULHERES 08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
917
NÃO TENTE ME ENCONTRAR
Se um dia eu não mais existir... Não tente me encontrar nas folhas das árvores. Não me procure no som das águas, Você não vai me encontrar.
Se um dia eu não mais existir... Não se arrisque a subir no monte Everest. Aliás, tire de sua cabeça a ideia de que eu poderia Está no horizonte mais distante da Terra.
Não me procure nos versos de cada poesia, Esqueça que me acharia no silêncio do meu quarto. A porta estará aberta, mas lá não será meu repouso.
Se um dia eu não mais existir... Não tente me ver nos dias ensolarados da primavera, Nem pense que virei com a beleza do pôr do sol. Por favor, apague da sua vida a vontade de encontrar-me. Em vão será, buscar-me nas manhãs de domingo, Ou na varanda de um céu colorido.
Se um dia eu não mais existir... Talvez a saudade conte-lhe algo sobre mim, Mas, não prenda-se aos seus ruídos, Mesmo que as lembranças abracem seu olhar.
-Charlan Fialho
623
ARQUEJO DENTRO DO PEITO
Na varanda, o tédio me exaspera. E o que sinto, tange-me dentro de mim. Pois, o coração é tangido Pelo fulgor obsoleto do amor. Que trama luxúrias indolentes contra mim.
Não sei se quero O ímpeto dos seus amplexos, Ou se esmero-me no içar de seus lábios Que me atassalham. Fico imergido em seus roçados.
Mas, nesse arquejar, O bosquejo da afeição Faz-me contrair afagos imexíveis, Convergindo-me aos teus apelos Que me amarra; impõe-se imponente...
Seus dotes intatos me enlouquecem. Assim, nesse horizonte impingido Sonho com o amor impassível, Que me faça abdicar Dos desgostos que a vida evocar.
-Charlan Fialho
424
VOTOS
"Eu escritor dos versos do amor Recebo a ti, amada minha, Como minha legítima poesia, Prometo ser fiel na escrita, Amar-te e respeitar-te Na inspiração e na crítica, Na imaginação e na rima, Na criatividade e na nostalgia, Por todos os dias da nossa vida Até que o infinito nos separe"
- Charlan Fialho
536
EMENTA DO AMOR
O amor é um espelho lilás, Sua mística reflete-se em cada amanhecer. Ele é um poema bordado de cores, Uma liturgia sem etiquetas.
O amor se quebra entre os espinhos. Sua força não suporta a falta de mutualidade. Ele é uma talha que serve para guardar As águas do coração.
O amor não aprova os holofotes do egoísmo. Sua maquiagem não borra os olhos da paixão. Ele é uma úlcera que não deixa manchas. Seus nódulos não inflamam.
O amor pode sobrepujar suas versões, Sem cicatrizar as lembranças do tempo. Mas, guardar um coração que precisa se regenerar, E o soltar das amarras do desalento.