A ANGÚSTIA DO POETA
Há dias em que o meu amor é tomado de sandice...
Às vezes, escrevo nas páginas da escuridão,
Sucateio os horizontes da paixão
E com os meus sensacionalismos brigo com o coração tolo.
Já tentei pisar o som dos beijos e apagar a música
Que acorda a alma com plangores,
Mas não consigo, sofro com esse pecado que acorda-me na aurora.
Há dias que o meu amor fica assim,
Perdido no contraste do tempo, que insiste
Em caminhar na contramão dos sentimentos;
Não macaqueio nenhuma emoção rasa,
Sequer amolento minhas oferendas de amor,
Mas faço-me poeta obtuso, carrancudo, escorchado pelos arranhões
Das lembranças que atascaram meus enleios.
Há dias que não me vejo; o amor fica cinzento...
Parece que sumo debaixo dos estrondos
Que há dentro do peito e, como nuvem desfaço-me
Sem ostentar qualquer nuance, nem adereços...
Sou arrolado como um pássaro a andar sem destino,
Visto a caminhar com meus versos nublados;
Preso em ardis sentimentos, escondo-me nos outeiros do desalento
Onde só me encontram no décor de cada pesadelo.
-Charlan Fialho
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
2018-05-08
Muito bem, muito bom, caro poeta... saludos alkas poetry
Outros poemas de participantes
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
A beleza de teus seios.
Oh... minha amada quero você junto a mim - como as pétalas de rosas que estão a nascer - em uma manhã de claridade surreal - onde a bel…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*