Despedida do desespero
Despedida do desespero
Aqui, os meus valores
não pagam contas,
não viajam,
nem mandam flores...
Aqui, o meu amor
já não tem voz,
já nem te vejo,
como a primeira vez...
Aqui, a minha dor
não tem remédio,
nem culmina
em sacrilégio...
Aqui, (nesse planeta)
a morte (despedida)
é impedida,
por quem defende a vida
apenas para escravizá-la.
Deixai-nos ir.
Deixai-me ir daqui,
na velocidade dessa luz
que ilumina a saída.
Madalena D'Fonseca
Aqui, os meus valores
não pagam contas,
não viajam,
nem mandam flores...
Aqui, o meu amor
já não tem voz,
já nem te vejo,
como a primeira vez...
Aqui, a minha dor
não tem remédio,
nem culmina
em sacrilégio...
Aqui, (nesse planeta)
a morte (despedida)
é impedida,
por quem defende a vida
apenas para escravizá-la.
Deixai-nos ir.
Deixai-me ir daqui,
na velocidade dessa luz
que ilumina a saída.
Madalena D'Fonseca
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