Chora a morte em vida (do livro: Poesia Chick Lit II)


Chora em vida a própria morte
Foi um desperdício da natureza
Um lixo a mais no lixão da tristeza
É um coração maltrapilho
Tosco e sem brilho.

Se árvore fosse
Seria lenha
Teria o colo do lenhador
Passaria no braço da cozinheira
Manteria aceso o fogo
Que aquece, ilumina, alimenta
Espantando a tristeza
Soltando fagulhas saltitantes, brilhantes... cintilantes...

Agora cintila a lágrima
Que apaga o fogo dos sonhos
Mas resistente como pedra
Continua desejando... vida, brilho, fogos e alegria!

Madalena Daltro Fonseca.
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