Morte de si
Escrevi em minha alma despedaçada rumores de uma vida cobiçada
Vida esta, que não era minha, mas de outro qualquer
Deixei que nada mais habitasse em mim e o vazio transbordava por toda extensão
As dores que seguravam os meus braços bloqueavam-me a costurar os pedaços que haviam se soltado durante o caminho
O corte em meu polegar sangrara na noite passada e só assim percebi que ainda possuía vida
Vida em abundante
E vasto sangue escarlate
Que imaginei por alguns segundos escorrendo até me deixar completamente mórbida
Fria no chão frio
Camuflada na carne que não tinha mais oxigênio
Havia uma alma ali, quase inteira, quase costurada
Com todas más lembranças 'esquecidas'
Que todos os dias eram lembradas
Gravadas naquele mármore
Em vinho fluido
No próprio assassinato
Morte de mim!
No delírio eloquente do mais ápice êxtase da ansiedade.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski