VERSOS DE PLÁSTICO [Manoel Serrão]
Na lauta do almaço, resenhados versos arranhados, são malucos andarilhos descalços.Na lona do circense mago, desbotados versos amontoados, são obus apontados de chumbo pesados.
No trapézio (a)rriscado, desequilibrados versos descalibrados, são metáforas de plástico que pululam quebrados.
Eia, hoje tem espetáculo? Tem, sim sinhô. E o aedo manco de quem é? É do Palhaço das letras-de-plástico!E a poesia sonhadora de quem é? É do poeta maluco do pé.
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