Silêncio
Mariposas, calai o voo incerto,
cessai co’esse barulho na vidraça.
Meu amado chegou e está tão perto,
e como é bom o jeito que me abraça!
Na boca tenho a sede de um deserto,
tal a fome de beijos que não passa,
e um desejo sensual, enfim liberto,
que segue sem licença qual devassa.
Silêncio para ouvir a pulsação,
o caminho do sangue que incendeia.
Silêncio, pois só nele as almas vão
viver em plenitude as horas cheias
e, quem sabe, encontrar a remissão
da esperança que o sonho ali semeia.
Nilza Azzi
cessai co’esse barulho na vidraça.
Meu amado chegou e está tão perto,
e como é bom o jeito que me abraça!
Na boca tenho a sede de um deserto,
tal a fome de beijos que não passa,
e um desejo sensual, enfim liberto,
que segue sem licença qual devassa.
Silêncio para ouvir a pulsação,
o caminho do sangue que incendeia.
Silêncio, pois só nele as almas vão
viver em plenitude as horas cheias
e, quem sabe, encontrar a remissão
da esperança que o sonho ali semeia.
Nilza Azzi
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